sábado, 27 de dezembro de 2014
Nos olhávamos a furto...
Eu queria
Que você estivesse aqui
O tempo todo.
Por isso,
Vejo o seu rosto
Em cada rosto,
Pois o meu desejo
Está contigo,
Em silêncio,
Contido
Por um olhar medroso.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
me dê um gole de vida
O que é bom
Dura muito, muito pouco.
Mas sempre temos tempo
Para mais um gole.
O que é bom
Deve ser vivido.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Sábia Natureza
Inteligentes são as Pedras e as Árvores:
Elas ficam onde estão,
No meio do caminho,
E quem quiser que as remova,
As chute,
As apanhe para atirar em outrem;
E quem quiser que esbarre nelas,
Que se desvie...
Que se dane!
Elas têm uma sábia indiferença
Pela estupidez humana.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Direito de Revanche
às presentes no evento Brujeria
CCM - São Paulo - SP. 13/12/2014.
Alguém se ofereceu
Para sanar a minha desgraça
- alívio e esquecimento garantidos -
Cobrou a décima parte
De toda a minha miséria
- o que, pensando bem, não é nada.
E até me tiraria um peso -
Mas já me encontrou
Ferida, Pensante e Indignada:
É tarde demais!
Enquanto eu viver,
Será melhor assim.
finalidade
Escrever alguma coisa
Para não enlouquecer.
Uma linha inteira,
Uma página, talvez.
Nós esquecemos...
Somos homens de outro tempo.
De um tempo que desdenhamos
Ao roubar a ampulheta Crônica
A fim de controlar todos os eventos...
Houve tempos em que morríamos
E relembrávamos,
Após algumas eternidades,
Saudosos do que não vivemos.
Outros tempos vieram
Nos redimir ou nos sepultar.
As almas que destilam seu próprio tempo
Também perecem por pequenos instantes,
Amando algo grande demais
Para se amar mesquinhamente,
Amando o que não têm,
O que não é:
Esquecendo de viver.
domingo, 7 de dezembro de 2014
Ateliê Cósmico
Eu preciso de algo
Que me arranque os pés do chão,
Que me leve a outros mundos
De onde voltarei,
Já fora de mim
Devastando mundos,
Revirando seres e deuses,
Transformando tudo em poesia.
Até lá, deixe-me só,
Só, calado e quieto.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Merlin/Ahasverus
Deveria ter feito a mágica acontecer,
Mas estava velho,
Corrompido,
E deixou o tempo passar.
Um dia, viu que era possível
Refazer o sonho,
Reviver a Mágica!
- "Abracadabra! Abram-te, braços!"
Ciranda da Albânia
À minha pequena grande amiga Samara Vitória.
Pequena Alana, pequena alana
você tem que parar
de chapinhar na lama
hoje você vai mandar
uma mensagem pra Albânia
num pombo-correio
transatlântico.
Pequena Alana, minha Alana
preste atenção
na pombinha Diana
ela não sabe não
onde fica a Albânia
nem conhece o azul
do Oceano Atlântico.
Pequena Alana, querida Alana
pegue seu globinho
na cabeceira da cama
e trace um caminho
direto pra Albânia
a rota mais curta
sobre o Oceano Atlântico.
Pequena Alana, amada Alana
acenda a lareira
observe a chama
senta numa cadeira
feita na Albânia
sua resposta virá nas ondas
do Oceano Atlântico.
Pequena Alana, pequena alana
você tem que parar
de chapinhar na lama
hoje você vai mandar
uma mensagem pra Albânia
num pombo-correio
transatlântico.
Pequena Alana, minha Alana
preste atenção
na pombinha Diana
ela não sabe não
onde fica a Albânia
nem conhece o azul
do Oceano Atlântico.
Pequena Alana, querida Alana
pegue seu globinho
na cabeceira da cama
e trace um caminho
direto pra Albânia
a rota mais curta
sobre o Oceano Atlântico.
Pequena Alana, amada Alana
acenda a lareira
observe a chama
senta numa cadeira
feita na Albânia
sua resposta virá nas ondas
do Oceano Atlântico.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Caminhando a outros braços
talvez ele tenha se doado mais
enquanto eu era o egoísmo
da concepção dos versos.
autêntico, foi ele mesmo
e eu a complexidade volúvel
dos que duelam em mim.
era livre para ter amor
e declará-lo;
eu perguntei se era amor.
menti ao coração
para aliviar a pressão
e fugiste do meu rosto sem expressão
do desejo sem satisfação.
Teoria do Mundo Único
Fomos criaturas simplórias,
de conformação física rudimentar,
de intelecto nulo,
de espiritualidade pobre,
atos medíocres
e status nobre.
Somos uma raça bárbara,
de sonhos mortos,
de ideias, pensamentos e obras infames
e dissemos aos homens de Marte
que somos felizes.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
astrologia, Hawking.
O tempo leva a dor, traz o perdão,
Leva a loucura, traz a velhice.
Eu amo de forma estranha,
Um amante crudelíssimo!
Deve ser crime (até) mas eu amo...
E amando eu morro, rejuvenesço,
Faço um universo que cabe em qualquer sorriso...
E minto. as belas verdades que digo,
As dores e as alegrias que finjo.
Eu minto coma felicidade no rosto.
Isso que o vento não sussurra...
Eu sussurro... o teu nome... eu te amo...
Não, não ouça!
Eu não te diria!
Não sou louco!
Sim, sou louco, e por isso vivo,
De verdade!
Isso está escrito nas estrelas,
O cometa que eu sou
Passou soprando poeira de outros cosmos:
Um Sol dizendo: "uma volta, só mais uma volta..."
Talvez nem seja verdade. E daí?
Quantas tormentas não viriam junto?
Não se pode ser dinossauro e astrônomo!
Não quero mais saber das estrelas.
Eu quero é ter os pés no chão
E a cabeça em ti.
A realidade?
Eu quero é aparecer nos teus sonhos
E ter sonhos
Para você aparecer.
SOB E SOBRE ESCOMBROS
O quanto eu poderia ter feito
Para que o meu antigo mundo
Não desabasse?
Desabou!
Reconstruí-lo mais sólido,
Mais sóbrio,
Me interessa mais...
E dizer ao novo habitante
O quanto pode fazer
Para que ele não se arruíne
Mais e sempre,
Para que não reine
Sob e sobre escombros de mim.
da boca pra fora
Não vá para sempre.
Eu disse tudo aquilo
Porque a dor era demais.
Agora, olhe nos meus olhos
E veja como dói
Tanto tempo longe de você.
Vem, o que foi dito
Pode ser mudado,
Mas é o que sinto
Que deixará a porta entreaberta
Enquanto rezo pelo milagre,
Pelo simples e banal milagre
De ver você voltar.
O Último Senhor da Guerra
Admito ser uma espécie de monstro
e fico, às vezes, pensando, garboso:
e se alguém me der ouvidos?
Metal Líquido
Em tempos líquidos
Eu prometo não lhe escorrer
Por entre os dedos,
Não trocar o e-mail...
O telefone talvez.
Eu não fico muito tempo
No mesmo lugar.
O e-mail é móvel,
Não o trocarei.
Você vai me achar sempre,
Ainda que eu demore a responder,
Estarei perto, em algum lugar:
Eu aprendi a me prender a você.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
feitio de oração
É preciso lembrar
do pouco que somos
e do muito que podemos;
do pouco que temos
e do muito que queremos;
do pouco que sabemos
e do muito que fazemos;
do pouco que devemos
e do muito que tememos;
do pouco que dizemos
e do muito que esquecemos;
é preciso lembrar
dos muitos deuses que criamos
e do quanto os reverenciamos.
sob palmas ilusórias
sempre uma despedida melancólica
não-assistida
desce o pano
obscuro astro do monólogo oculto
e se vai como que se esgueirando
vencedor como vencido
amado como odiado
só o eco de um espetáculo
um baile pós-carnavalesco
de cinzas e esquecimento.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
labor poético
- "irresponsável!"
ouvi tanto isto
que me afeiçoei ao termo.
e eu, que parecia sofrer
de uma irresponsabilidade incurável,
de repente,
vi recair sobre os meus ombros
a maior de todas as responsabilidades.
OMBROS QUE SUPORTAM O MUNDO
Uma constante à minha condição de poeta
é que preciso de solidão para ser-me
e parece-me que os outros buscam-me
justamente nestes momentos
de profunda absorção.
Quando saio a buscá-los,
ninguém mais está disponível.
a poesia faz-me um Tântalo,
cercado de mundo extraordinários
e a solidão como única companhia.
Tanto Faz...
Uma oferta de terror:
Cismar sobre as cinzas disto
- Amar!
Mas não de graça! -
Era só um poema:
Rasgada a folha, morto o poeta
Já não adianta mudar.
O colorido das roupas de outros tempos
não quis me ouvir
não me disse nada
não sei por onde anda
nem o que faz de si.
hoje eu nem sei se ainda existe
- foi um tempo -
há um abismo de tempo,
uma ampulheta gotejando areia grão a grão,
como um esquecimento líquido, evaporado...
aquele tempo acabou
e eu teimo em saber de mim
como estou
e o que posso agora.
cedo demais.
ainda dava tempo mudar tudo
que fosse demasiado.
longo tempo!
e o que foi feito
acabou desfeito,
e a agonia,
esquecendo a um só golpe,
toda a obra de 'um dia'...
quem foi embora
eu não sei dizer aonde está
ou porquê jaz agora.
Passaporte pro Paraíso
por Vitória Souza
As pessoas que me julgam
não veem culpa em mim,
mas eu também lavaria minhas mãos para jesus.
Eu queria comprar minha passagem para o paraíso,
mas dei meu dinheiro a um mendigo...
e por todo esse tempo
eu só queria comprar minha passagem para o paraíso,
mas é muito mais fácil caminhar com meus próprios pés
e pensar com minha própria cabeça,
sem pedir a opinião de ninguém.
Bem, agora não preciso comprar a passagem,
deixarei de lado essa viagem
porque eu aceito que a morte é o fim de tudo
e que nada dura pra sempre
e consigo conviver bem com isso...
e por todo esse tempo
eu só queria comprar minha passagem para o paraíso.
As pessoas que me julgam
não veem culpa em mim,
mas eu também lavaria minhas mãos para jesus.
Eu queria comprar minha passagem para o paraíso,
mas dei meu dinheiro a um mendigo...
e por todo esse tempo
eu só queria comprar minha passagem para o paraíso,
mas é muito mais fácil caminhar com meus próprios pés
e pensar com minha própria cabeça,
sem pedir a opinião de ninguém.
Bem, agora não preciso comprar a passagem,
deixarei de lado essa viagem
porque eu aceito que a morte é o fim de tudo
e que nada dura pra sempre
e consigo conviver bem com isso...
e por todo esse tempo
eu só queria comprar minha passagem para o paraíso.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
domingo, 19 de outubro de 2014
choro de palhaço
À menina do circo itinerante,
Que conheci em sonho.
Voltem sempre por aqui,
Neste mesmo horário:
Somos todos itinerantes!
O mundo gira,
Com suas lonas azuis
E bilhões de palhaços.
Atores, poetas, filósofos:
Somos todos bufões!
Que conheci em sonho.
Voltem sempre por aqui,
Neste mesmo horário:
Somos todos itinerantes!
O mundo gira,
Com suas lonas azuis
E bilhões de palhaços.
Atores, poetas, filósofos:
Somos todos bufões!
Sagração
Observe as nuvens bailando neste céu primaveril
Eu não estou esperando o amor
Estive fechando contas comigo mesmo
Hoje, o dia nem tinha amanhecido
E já me parecia tarde para mudar
O que eu não fiz
Viu a lua ontem?
Lembrei-me de outras estações
Em outras paragens
Quando eu era sol e, talvez, nem soubesse
Fragmentos de um inverno
A solidão ao luar é um bálsamo
Com a noite emanando de dentro
E os sonhos em fora, sem braços abertos
Mas veja: é bom que as estações mudem
E é bom que estejamos onde estamos
Estamos sempre onde deixamos
As páginas em branco de um livro em aberto.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Encruzilhadas
Nunca mais a poesia veio me visitar
Com seus licores de saudade,
Com sopros de livros abertos...
E fico aqui, sou apenas eu.
O poeta que esteve comigo
Até aqueles dias de convulsão
Parece adormecido dos Éteres
De uma ciência médica alquimista...
Nunca mais o poeta do hediondo
A angariar antipatias
Dos que forcejavam contra mim,
Nunca mais!
Eu sou só a embriaguez dos licores sem saudade,
As febres que não matam nem passam;
Eu sou apenas o que inveja
Os que ainda sentem medo, e berram
Suas poesias covardes, mas ainda belas;
Eu sou apenas o que pensa e não escreve.
Tenho medo? O talento me abandonou?
Ou sou apenas biltre o suficiente
Para não sentir medo
E me refugiar em versos?
Nunca mais a poesia esteve aqui.
Ardia em mim um fogo de partir,
Me gela o horror de não estar
Onde os poemas clamam
Por um louco escrivinhador
Que, ou sou eu ou o poeta em mim.
E logo eu mudo...
Eu existo
Mas passei tanto tempo duvidando
Que o tempo
Esqueceu as páginas que escrevi
E, após eras
De um cansaço inócuo,
Eu já perdido de mim
Não reconheci
O ser vivo e novo
Se me mostrando ao espelho.
Sim, era eu!
Um eu que sobreviveu a mim
E que o tempo
Ainda não domou:
Monstro sem toca,
Sem medo de ser bicho!
A somatória de todos os meus temores
O que eu mais temia em vida
Aconteceu na minha quase morte:
As pessoas me santificaram,
Começaram a obrar milagres por mim...
Quem eu sou, como penso,
O que falo e faço:
Tudo definido à revelia.
Agora, convalescido,
Descanso dos mortos.
fogo nas ruas
Antes do disparo
Verifique o calibre
A mira
A manutenção
Concentre-se
Se você errar
O tiro acerta
- Mortalmente -
Na volta!
Anátima
Não me compreendes
Porque tens apenas uma alma.
Eu, não tenho nenhuma
Quando não me encontro
E tenho todas as almas
Quando me harmonizo com os outros,
Tenho todas as almas
Plenas
Em todas as suas instâncias.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
não perturbe
Não gosto de me exibir
Para câmeras, pessoas,
Em público.
Gosto de me exibir para mim,
Sozinho, em casa,
Cantar no banheiro,
Dançando,
Representando ao espelho,
Jogo de sombras,
Sob o aplauso
De uma plateia imaginária,
De pessoas especiais,
Sob o pasmo da crítica:
Em todas as mídias
Contra todas as mídias.
consciência
Eu sou o relâmpago
Que corta os céus
De oriente a ocidente,
Eu sou o trovão
Que faz estremecer os montes,
Eu sou a estrela
Que abrasará a terra
E, se a tua alma
Só reconhece Bem e Mal,
Eu sou o Demônio
Que o levará
Ao fogo do Inferno!
Pantomima Insana
Os opostos se atraem para logo se repelirem.
Os afins se associam, inexoravelmente:
O omisso com o omisso
Pela covardia;
O mentiroso com o mentiroso
Para difundir a ideologia;
O ladrão com o ladrão
Para formar o partido;
O facínora com o facínora
Para praticar o crime hediondo;
O medroso com o medroso
Para se esconderem juntos;
O triste com o triste
Para se lamentarem;
O bêbado com o bêbado
Para caírem na rua;
O morto com o morto
Para se enterrarem;
O belicoso com o belicoso
Para a guerra mútua;
O louco com o louco
Para montar o hospício;
O manco com o manco
Para tropeçarem;
O tosco com o tosco
Para suportar os risos;
E tu comigo
para resistirmos a todos os outros.
Praga
Espero que suguem o sangue
Contaminado de algum poeta
E morram bem rápido
Sofrendo mutações horríveis.
Girassol
Estar perto de alguém
Que me basta por si só...
Quero sugar todo teu mel,
Todo teu néctar,
Até que tu existas,
Em toda a tua essência,
Apenas dentro de mim.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
alma lavada
Quando chove
E se fica isolado
Olhando o entorno...
Quando se chove
E a chuva parece lavar
A lama sobre a razão...
Quando a chuva
É o próprio escudo
Contra o que vem de dentro
E fora já não é mais nada
Do que se fez um dia...
A chuva traz um mistério
Do ser e do saber
O que não nos interessa mais.
Deixa chover!
Deixa esquecer!
O mal que existe em tudo
É só o que lembramos.
Bipolaridade
De repente,
Assim, sem anúncio,
A felicidade me invadiu a casa
E eu só queria
Te dizer olá
Com esta alma nova.
A Fernando Pessoa Ultrarromântico
Eu não sou nada,
Eu não quero nada
E, encerrando em dentro
Todos os seres e quereres do mundo,
Eu me pergunto
O que é este NADA,
E me ufano de ser
Esta
Incógnita.
sábado, 4 de outubro de 2014
Luz no Pântano
Me deem uns abraços,
Um pouco de compreensão humana,
Promessas de amor:
Joguei fora barbitúricos,
Calmantes, estimulantes,
Psicotrópicos, antidepressivos...
Joguei fora os rótulos,
Os conteúdos, os significados,
Os efeitos e as causas...
Ah, os polivitamínicos também.
Chega!
Resolvi poupar a minha vida!
domingo, 7 de setembro de 2014
Nébula
A lembrança dela
é um algoz
que derruba a minha porta
arranca-me a caneta e o caderno
arrasta-me pelo chão...
e vai embora
deixando saudade...
e fico esperando
que volte...
domingo, 31 de agosto de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
Hulk Cinza
A tensão
Me deixa insociável.
Eu sou uma espécie
De doutor Banner
Que caminha à noite,
Um tipo de Hulk Cinza.
As constantes
Dores de cabeça e irritabilidade
Parecem denotar
Que o meu demônio interior
Está prestes
A assumir o controle total
Do meu eu,
Definitivamente!
Ao Tempo e ao Vento
Quando o meu amor voltar,
Eu arrumo a casa.
Por enquanto,
Deixemos assim:
Todas as portas escancaradas
Para qualquer
Outro novo amor.
domingo, 10 de agosto de 2014
Como o amor é!
foi quando a dor
doeu mais forte.
Eu sou apenas uma criança.
Nunca deixei de ser.
Acreditei no amor sempre que foi necessário
E fui inocente até me arrancarem o coração:
Eram castelos falsos, brinquedos de trapaças:
Eu não acredito mais!
Posso compreender como os homens fazem guerras,
Destroem, assassinam...
O amor fere calado, vai embora no mais frágil vento...
E o coração que se arrebente!
A face do espelho que reflete a passionalidade
Inescrupulosa na qual se desenvolve um suicídio:
Um inferno em silêncio.
É banal!
Afinal é só um toque de lábios,
Olhares vagos, palavras vãs
E as sombras engolindo nossas almas...
E quando trilhamos os caminhos das estrelas
Nos precipitamos num mar de angústias
E cada onda arrasta o sonho mais longe...
Eu desisto!
É só um jogo bobo onde todos perdem.
Você joga muito bem!
Eu sou apenas um palhaço
Que conta piadas desesperadas
Para te arrancar um sorriso nos momentos mais difíceis.
Para mim, o amor tem a graça
De uma boa piada mal contada
E as lágrimas resumem tudo!
doeu mais forte.
Eu sou apenas uma criança.
Nunca deixei de ser.
Acreditei no amor sempre que foi necessário
E fui inocente até me arrancarem o coração:
Eram castelos falsos, brinquedos de trapaças:
Eu não acredito mais!
Posso compreender como os homens fazem guerras,
Destroem, assassinam...
O amor fere calado, vai embora no mais frágil vento...
E o coração que se arrebente!
A face do espelho que reflete a passionalidade
Inescrupulosa na qual se desenvolve um suicídio:
Um inferno em silêncio.
É banal!
Afinal é só um toque de lábios,
Olhares vagos, palavras vãs
E as sombras engolindo nossas almas...
E quando trilhamos os caminhos das estrelas
Nos precipitamos num mar de angústias
E cada onda arrasta o sonho mais longe...
Eu desisto!
É só um jogo bobo onde todos perdem.
Você joga muito bem!
Eu sou apenas um palhaço
Que conta piadas desesperadas
Para te arrancar um sorriso nos momentos mais difíceis.
Para mim, o amor tem a graça
De uma boa piada mal contada
E as lágrimas resumem tudo!
A Mulher Invisível
Eu fecho os meus olhos
E fico imaginando o seu rosto
Até sumir da minha mente.
Os meus olhos
Já não conseguem ver o caminho
Pelo qual ela partiu.
Somente no vento:
Ela é um amor
Que vai embora apenas no vento.
São tantas as possibilidades,
Lágrimas que secarão.
O meu coração cantará
Embalado pelo seu amor novamente.
Somente no vento:
Ela é um amor
Que volta apenas no vento.
São pecados de amor
Todos os desejos que despertamos e abandonamos.
Nosso perdão seria vivê-los intensamente
E nunca apressarmos o fim.
Somente no vento;
Ela é um amor
Que dura apenas no vento.
Lembro dos olhos e daquela tarde.
Depois tudo é noite,
Está escuro na minha mente,
Mas essas memórias jamais se apagarão.
Somente no vento:
Ela é uma amor
Cuja saudade mata-se apenas no vento.
Eu tenho um sonho.
O meu coração não consegue vê-la.
Gostaria de tocá-la.
Ela vai e vem das paixões
Com a alma intacta.
Somente no vento:
Ela é um amor
Que realiza-se apenas no vento.
Somente no vento:
Ela é um amor
Que materializa-se apenas no vento.
São corações jogados ao ar.
Não posso alcançá-la,
Não há vestígios, nem um rosto fixo.
Talvez ela exista apenas no vento:
Somente no vento.
Um mandamento contra Narciso
Amou tanto quanto foi amado.
Ninguém suportaria tanto.
Sei que chegou aos pés do Guardião Supremo
Rastejando como um verme, ensanguentado e soluçando.
Via-se que sombra intransponível havia consumido
A luz do seu olhar: estava morto!
Estava entregando-se para o julgamento.
- "Que lei transgrediste na terra ou no inferno
Para refugiar-te aqui?
Onde está Aquela que apareceu-te ao entardecer?
Maldito que és, como esperas alcançar o Panteão
Se feriste o mais sublime dos mandamentos impostos?"
Ele apenas argumentou:
- "Amei E carreguei um punhal no peito,
A humilhação perante os mortais,
Uma dor que nenhum de Vós conheceis.
Quando larguei a espada
E me ajoelhei diante Dela;
Quantas vezes deixei-me num canto escuro,
Sozinho e lacrimejante!
E tantas outras vezes passei por cima de mim
Sem sentir pena alguma...
Até que não pude mais!..."
(Existem momentos e lugares nos quais
Não se usa o coração.
e, até mesmo para quem nunca o usou,
Pode parecer cruel demais,
Talvez, por não entender, ao certo,
Porquê estava sendo condenado.)
Sádicos
O meu sonho ruborizou.
Às vezes, nem durmo mais.
Às vezes, a minha solidão tem cores vivas
E vejo algo escarlate ao amanhecer:
É o medo de amar.
Ela lança palavras que ferem como espadas,
Eu contra-ataco com desprezo:
É tanta dor!
Mas, no final quero estar ao seu lado,
Mesmo sabendo que não posso mais.
O amor e o ódio duelam com nossos corações.
Seria melhor cortar as amarras...
Dei-lhe um soco.
Ela caiu de quatro.
Chutei-lhe o traseiro,
Levantei-a pelos cabelos,
Pressionando-a fortemente contra a parede,
Beijei seus lábios trêmulos
Sujando-me num fio de sangue vivo.
Ela correspondeu com igual ímpeto:
Apertou seu corpo dolorido contra o meu
E disse-me chorando e soluçando:
- "Eu te amo odiando!"
- Eu a odeio amando!
Mais que um sonhador
Eu cantava uma canção regada a sax
e te cercava de galanteios
Para flutuarmos nas nuvens
Num lugar chamado paraíso...
Mas acordei e você já não estava lá...
Nos sonhos eu posso te tocar... beijar...
À vezes, parece realidade,
Porém, tudo passa numa noite.
Agora preciso ir:
Nos encontramos no próximo sonho
E lá fazemos promessas,
Até que o despertador nos separe.
Um sonho é tudo que tenho
E tudo passa numa noite.
'São coisas que conheço bem,
Só não sei como vou dizer.
É que às vezes falta algo de você pra mim,
Já que dou tudo de mim pra você.'
E entro na noite
Esperando que você me apareça,
fazendo a máquina suspirar e adormecer
Para nunca mais funcionar...
Então, eu te farei como num sonho
O amor que sonho todas as noites:
O amor é sonho
Que se realiza ao despertar.
O contador de histórias
Estávamos realmente próximos, bem próximos,
Mas não podíamos ir além,
Por que um dia fomos o amor
E criamos entre nós um abismo de trevas e dor.
Eu me refugiei na solidão.
Não me peça para falar de flores
E de momentos felizes - obra dos sonhos -
Se eu cantasse uma canção,
Ela sairia mais triste que um inverno,
Se eu escrevesse poemas,
Teria um livro de poesias terríveis.
Já não podemos ficar juntos:
O nosso amor é uma espada mortal;
Da outra vez eu sucumbi.
Agora sou apenas o contador de minhas histórias.
É como correr atrás de uma nuvem,
É como olhar o céu após cometer um pecado.
Longe de qualquer coração.
Eu falei sem pensar:
Disse eu te amo,
Confessando um crime passional
Que eu viria a cometer...
Morrer na flor da idade
Não é tão complicado
Quanto amar uma mulher.
Letra para um segundo blues:
Ela vive nas palavras que crio...
Agora, rasgo e queimo, lanço fora do meu coração:
Eu vou te ensinar a ser gente,
Fazer valer todas as lendas.
o meu último pensamento inocente
"nós não adoramos, nos interagimos com as divindades."
Ney Lopes, sambista.
Eu imagino deus como sendo um senhor
De barbas brancas, tranças longas,
Sentado à mesa de um bar
Numa manhã de sol
Tocando um pequeno tambor,
Num clip de uma canção como "black roses"
Ou outra dessas canções de amor ao semelhante.
Ele é o dono de um jardim
De flores inocentes
E eu sou o seu aprendiz de jardineiro.
Fica esplendorosamente radiante quando tento,
Todo desastrado,
E tira novos sons do seu tambor,
Como num repique.
Às vezes, Sorri e faz gestos...
E quando conversamos, dizem que sou louco.
Nós somos loucos, loucos pela glória do amor,
E, se realmente parecemos loucos,
É que somos nós mesmos.
Nestes tempos em que maltratam suas rosas
Eu o vejo indo embora,
Tambor embaixo do braço,
Caminhando lentamente
Como num clip que termina.
Talvez sejamos loucos, loucos pela glória do amor
E, se todos fossem assim
O céu já não pareceria tão distante.
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