sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Encruzilhadas
Nunca mais a poesia veio me visitar
Com seus licores de saudade,
Com sopros de livros abertos...
E fico aqui, sou apenas eu.
O poeta que esteve comigo
Até aqueles dias de convulsão
Parece adormecido dos Éteres
De uma ciência médica alquimista...
Nunca mais o poeta do hediondo
A angariar antipatias
Dos que forcejavam contra mim,
Nunca mais!
Eu sou só a embriaguez dos licores sem saudade,
As febres que não matam nem passam;
Eu sou apenas o que inveja
Os que ainda sentem medo, e berram
Suas poesias covardes, mas ainda belas;
Eu sou apenas o que pensa e não escreve.
Tenho medo? O talento me abandonou?
Ou sou apenas biltre o suficiente
Para não sentir medo
E me refugiar em versos?
Nunca mais a poesia esteve aqui.
Ardia em mim um fogo de partir,
Me gela o horror de não estar
Onde os poemas clamam
Por um louco escrivinhador
Que, ou sou eu ou o poeta em mim.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário