Pierrot

Pierrot
la tristesse

sábado, 10 de julho de 2021

Eis Outra Questão

 

O Poeta

 

É Apenas Um Ser


Com Toda A Sua Gama


De Infinitas Possibilidades De 


SER


E NÃO SER.

Baixou a Distopia

 

Hoje é apenas


Dia 28


Ainda

 

Tem Junho pra caramba


Este mês!



Diarreia Verborrágica

 

Discutir filosofia, política e artes

Aos socos e pontapés

Ou comendo farinha seca

É um tanto obscurecedor.


Calor e Frio

 

A minha alma

Tem altos relevos

Profundos sulcos

Planícies estéreis

Chuvas tempestuosas

Ventos de solidão

- Depressões -

Uma quinta Estação

Onde Tempo e Temperatura 

São Relativos.

Canto Triste

 

Quando escrevi

Última Canção de Dezembro

Sonhei jamais escrever

Canto de Solidão

Canto de Desamparo

Mas sabe como são 

Os Sonhos de um Triste

Hoje, restam-me

Esta Solidão

Este Desamparo

E Eu Cantar

TEMPOS TENEBROSOS, TEMPOS DE LUTA

 

Descolonize

        Descristianize

                Descapitalize

                        Desnazifique


Os mundos

As vidas

As ontologias

Proletários do mundo, uni-vos!

E, lutando contra o dragão genocida capitalista,

Anarquizando-o e barbarizando-o,

Humanizai-vos;

Levantai-vos;


TEMPOS TENEBROSOS SÃO TEMPOS DE LUTAS!



ATOS DOS POETAS



Amo os pecados da carne


Do churrasco ao sexo


Tudo regado a vinho 






 



Fogo Em Wall Street, Bombas Em Davos

 

Não somos servos

Escravos

Subordinados

Propriedades de ninguém!

Não somos senhores

Mestres

Reis

Donos de nada!

Somos Pares

Numa sociedade desigual

Párias

Numa sociedade desumana

Nadas

Numa sociedade monetarizada!

A sociedade nos degenerou

Em roubos e posses e coisas

Nos desmundou ao colonizar-nos

Nos barbarizou ao classificar-nos

Nos assassinou ao capitalizar-nos:


A sociedade é o 'Lobo do Homem'!

Cortar O Mal Pela Cabeça

 


No destino do rebanho


Não há diferença


Entre lobos e pastores.





Quadros de Solidão


Já ao dia,

Era uma verdade turva.

Aí, vem a noite

Lançar novas escuridões

Aos meus olhos de poeta louco.

A exemplo de Edward Hooper,

Eu sou um cantador de solidões,

Vivendo em silente agonia,

Numa solidão desamparada,

Cujos cantares

Eu não sei desabrochar.

Direi que a amo todos os dias.

Se ela não me der ouvidos,

Direi a mim mesmo,

Não carregarei por epitáfio

Este "devia ter...":

A amarei por mim mesmo,

Amarei a minha solidão por ela.

Quem resgata alguém à solidão

Nunca mais será sozinho.

Eu sigo como um acúmulo

De ansiedades e frustrações.