Já ao dia,
Era uma verdade turva.
Aí, vem a noite
Lançar novas escuridões
Aos meus olhos de poeta louco.
A exemplo de Edward Hooper,
Eu sou um cantador de solidões,
Vivendo em silente agonia,
Numa solidão desamparada,
Cujos cantares
Eu não sei desabrochar.
Direi que a amo todos os dias.
Se ela não me der ouvidos,
Direi a mim mesmo,
Não carregarei por epitáfio
Este "devia ter...":
A amarei por mim mesmo,
Amarei a minha solidão por ela.
Quem resgata alguém à solidão
Nunca mais será sozinho.
Eu sigo como um acúmulo
De ansiedades e frustrações.

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