domingo, 29 de dezembro de 2013
liberdade... contra tudo
Eu não espero pelos deuses.
Eu posso fazer qualquer coisa.
qualquer coisa.
Mesmo mudar estas cenas patéticas,
O desespero sem causa aparente,
Os outros que não veem,
E zombam!
Outros que nos atropelam,
E xingam!
E quando pensamos escapar ao pesadelo
A realidade o repete.
Somos nós que escrevemos os script`s.
Os outros personagens nos amaldiçoam
E tombamos também, mais adiante,
Com os versos nas mãos.
Os deuses estão presos à perfeição
Da vida eu não sei nada.
Dos mistérios de viver,
Do 'incrível, maravilhoso'
Ao 'e é só isso?!'
Uns juntando tesouros e honrarias,
Trabalhando para o vento,
Adorando ou odiando
Os que falam demais,
Os que (se) fazem mudos,
Os que estagnam,
Aqueles que sobem a montanha,
Aqueles que se lançam dela
Buscando o fim ou o infinito...
Querer a verdade, contar mentiras...
E estes que sonham novas realidades
- Para fugir ou mudar -
A mediocridade que está por aí.
Todos, astronautas que nunca decolam.
No fim, estão aqui, presos à vida.
E a loucura dos líricos?
A fé dos místicos?
A racionalidade dos cientistas?
Talvez vejam a materialidade da vida.
A dor, o riso, o tudo...
As crianças, só elas podem saber.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Quase capitulei
Dentro de mim tudo desmoronava,
Mas o mundo era o mesmo
E eu quis me inserir naquela normalidade...
Para além de Cazuza
Um cigarro,
De nicotina ou maconha.
Uma dose de ópio
Ou cocaína.
Uma foda.
Um revólver
Para a violência contra outrem
Ou para o suicídio.
Qualquer coisa
Que não a dignidade
E a nobreza
Ofertadas pela ideologia vigente.
sábado, 21 de dezembro de 2013
descontentes em geral
Um Príncipe belicoso,
Como tantos outros,
Cruzou o solo do Brasil.
Um homem perigoso:
Fez da caneta um fuzil,
Da palavra um ardil:
Morreu!
Ah, todos são mortos!
Dos outros, as vísceras no chão;
Deste, só os versos tortos.
Diante da covardia brutal dos algozes
Ele morreu sorrindo.
- "Se era este o Messias,
Não devia ter vindo!"
Trava-línguas
O poeta do nada:
um mundo sem palavras.
O poeta
que forja do nada
um mundo:
- Sem-palavras!
filósofo moderno, ou a cyber-filosofia
Eu não saberia me vender
Como se fosse um televisor:
- tela de lcd
- 42 polegadas
- funções na tela
- rádio am/fm
- conversor digital
- fones de ouvido adicionais.
Eu não me conheço tanto!
Só posso falar das poucas coisas que gosto,
Das poucas coisas que sei.
E se me perguntarem quem sou,
Respondo:
Dize-me tu o que vês em mim.
um livro emana de minhas mãos
Este livro
- Das idas e vindas do amor
Algo ficou -
Este livro.
Talvez seja este livro
O que não está me deixando
Em paz.
- Essa estória terminou
Várias vezes
E sempre se renova,
Fica para trás
E de repente, está na minha frente.
Esta vida!
- Espero que este livro finalizado
Finalize tudo.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
PÉ NA PORTA, CENSURA IMPOSTA
- Você tem o direito de ficar em silêncio!
Tudo que dissermos, pensarmos e quisermos
Será usado contra você
Num interrogatório
E, se sobreviver,
Também num tribunal!
sábado, 14 de dezembro de 2013
Veia de Sedição
Retirante rural e urbano.
Da senzala e da favela.
Escravo e marginal.
Poeta é pó e itinerário.
Poeta vive do caos
E o caos se torna sua vida.
Afinal, o que é o poeta
Senão a fome e o protesto?
Salvo-Conduto
Quero fazer uma canção de amor
Que sirva de inspiração
A esta época
Em que as bocas tanto se cospem,
Tanto se acusam, tanto se agridem
- Neste amar bélico
Em que é proibido beijar -
E que atravesse mares de tempos,
Eras de espaços
E saia pela vida
A espalhar poesias
À revelia
Daquelas que ladram que:
"Isso não se pode!"
"Isso não se deve!"
domingo, 8 de dezembro de 2013
Acordei um tanto tarde
Acordei um tanto tarde:
Calmo e atordoado.
A solidão abriu-me a janela
E vi você correndo na rua
E uma nuvem brincando no céu,
Um pouco acima da sua cabeça;
De repente, eu não tinha
Mais saudade de ser adulto.
sábado, 16 de novembro de 2013
que tempo é esse?
Poeta que sou, inverso!
Terei esquecido que sou poeta?
Nunca mais escrevi nenhum verso.
múltiplos de mim
As mulheres que eu amo
Amam o poeta
Amam o louco
Amam o cara sensível
Amam o cara compreensivo
Amam o inteligente
Amam o cara sincero
Amam o palhaço
Amam o revolucionário
E até amam o bárbaro;
Elas conseguem o impossível
De dissociar cada um deles de mim.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
contando os dias
Ainda vem.
Ontem
Era a casa adornada,
Um cheiro de saudade acabando...
Ansiedade.
As janelas convidando olhares.
Hoje
Bateu a nostalgia,
Uma saudade de anteontem,
Antecipada:
Ela virá.
Amanhã
É o fim do mundo,
É o dia em que começo a viver,
Esquecer as horas.
Ela, amanhã.
Ela, Maria.
Me resta contar os dias;
Já marquei Duas Eternidades.
Lavor
Sonhava com ela
(juntos)
Um sonho fácil
Diamante não lapidado
- como pedra qualquer -
E era bom.
O sonho com ela
(distantes)
Trouxe, no desespero
Dos últimos dias
Uma dor clara
Diamante lapidado
- nem pedra é mais -
Olhares
O amor me olhou nos olhos
Me sorriu
Me convidou pra sair
Brigou
Ameaçou desistir
Esperou minha timidez se decidir
Ando tão feliz
Que resolvi e contei
Que poetizei e escrevi.
sábado, 2 de novembro de 2013
Será que já encontrei o que estou procurando?
Em almas como a dela
está a perfeição;
Em sorrisos como o dela
reflete-se a minha alegria;
Em corpos como o dela
reside metade de mim;
Em rostos como o dela
revela-se a beleza;
Em olhos como os dela
costumo ver o amor.
Com ela,
O amor voltou
A me olhar nos olhos.
Acho encontrei o que estava procurando!
domingo, 27 de outubro de 2013
Medo de Amar
Tenho medo de conquistar
E não saber amar,
Não me permitir amar,
Não permitir que me ame.
PÉ EM DEUS, FÉ NA TABA
EU ACREDITO EM DEUS.
EU ACREDITO NO AMOR .
EU ACREDITO NA HUMANIDADE.
MAS SÓ SE ACONTECEREM.
EU SÓ ACREDITO NO QUE ACONTECE.
Conluio dos Homens Maus
Eu não sei o que você faz
Ao lado daqueles homens bons.
Então, me diz
O que foi que mudou no mundo
Naqueles dias que eu estive fora.
Se você contou mentiras para se reconfortar,
Se lhe ofereceram suborno
E isto convenceu seu juízo...
Não precisa me contar
O que disseram de mim.
Me diz apenas se você lembrou
Que nunca estivemos do lado daqueles
Que ferem com a verdade
Os que estão do seu lado.
Eu ainda posso confiar em você
Para lhe falar o que me disseram
Aqueles que esperam que,
Algum dia,
Façamos algo novo,
Não que mude o mundo,
Mas que cause espanto em nós mesmos?
Aqueles homens bons, aqueles outros,
Eles não se importam com o que nós fazemos.
sábado, 26 de outubro de 2013
DIABO BRANCO, DEUS NEGRO, E VICE-VERSA.
NO BRASIL,
NEGAR O NEGRO.
PREGAR O NEGRO,
NO BRASIL.
NO BRASIL,
NEGRAR O NEGO.
NEGRATIVIDADE
CONTRA
NEGATIVIDADE.
O VIGIA
Acabou a fúria, Poeta?
Eu te avisei que aquele amor era algo absurdo,
Descomunal dentro da tua alma sensível.
Rasgou os poemas, triturou os ramalhetes,
Queimou as fotos,
Adormeceu após o pranto e o porre;
Tudo calmo agora.
Esfriou o sangue, Bardo?
Eu o adverti para não largar o fuzil.
Os outros só queriam uma dose de ópio,
Dormir em paz e acordar na prisão sem muros,
Sem guardas, sem com quem lutar.
Ir sempre de uma prisão a outra
Sem jamais experimentar um único corredor de liberdade:
Um mundo letárgico e em silêncio.
E tu, vociferando e atirando em todas as direções.
Fez as tuas orações, Louco?
Crer no amor, crer nas pessoas: acabar sozinho,
O sangue jorrando das feridas que não saram nunca,
A solidão e a maldição como recompensa,
O teu olhar de menino-lobo assustado,
A carne entre os dentes, o sangue na boca:
A perda da humanidade!
Espere o momento exato, Vingador!
Eles ainda estarão lá.
Toma da verve que ferve o teu sangue.
Um poema:
'Teu amor pela fúria,
Tua fúria pelo amor.'
Eu calarei a minha boca.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Completude
Na eternidade do instante
Que dura o teu beijo
Eu posso esquecer
As guerras e os versos
E me permito
Ser.
Não só... Mas por completo;
Sem ser posse ou possuidor,
Ser este instante da eternidade
Em harmonia com tudo.
Turbilhão
Num país como o Brasil,
Um sujeito como eu
Come brisa
E arrota furacão,
Senão
É engolido
Pela tempestade dos tempos.
MEU
Noite passada
sonhei contigo
e amanheceu
esta primavera ensolarada
há mais música em mim
sinto-me livre
e estranhamente leve
ERRÂNCIAS
A única coisa imutável em mim
É o nomadismo,
O pé na estrada,
Os olhos em outros horizontes,
O coração em outras paragens.
Erranças
- Mudar é o que não muda.
ALGUÉM
Alguém deixou uma mensagem
no meu celular
BOM DIA
não sei quem é
mas me apanhou
à flor da pele
sensível demais!
sábado, 21 de setembro de 2013
Maledictus Sanctus
Eu não sou anti-Cristo.
Eu sou pró-José.
E se tentarem me crucifixar
Eu uso o madeiro como aríete
Contra os portões dos templos
Eclesiásticos e Seculares,
Ponho todas as formas de poder por terra;
E nem adianta chamar meu Pai:
O velho Zé Pinga não deixaria por menos!
domingo, 8 de setembro de 2013
Fotografias Rasgadas
Lembrar você...
No âmago.
Não na ferida,
Mas na possibilidade de ferida.
Não a mão que fez a caricia,
Mas o desejo,
Este lobo das carnações.
Por que me amar assim,
Com sentimentos e alma divididos,
Se desejo entregar
O que tenho e o que sou,
Por inteiro?
terça-feira, 13 de agosto de 2013
A paixão segundo Descartes
Todo moço
Sonha
Viver para sempre
Eternamente jovem
Até que a razão
adulta
Rouba-lhe
Mais esta inocência.
Maquiagem
Palhaço
Se pinta e pinta
A alegria,
O sorriso no rosto.
O ator
Se maquia desenhando
O personagem,
Personificando o mito.
A pessoa que se maquia
No dia-dia
Quem é?
A cara limpa
Ou a máscara?
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Assalto
Pode me matar, se quiser.
Não tenho dinheiro,
Não recebi nos últimos dois empregos;
Não repus ainda as minhas roupas velhas
Doadas, involuntariamente,
Para a caridade;
Os meus sapatos rotos estão furados
E, ainda bem que não fumo,
Pois não tenho cigarros:
Já fui roubado pelo meu país.
domingo, 7 de julho de 2013
EPITÁFIO A MANDELA
Velho Madiba.
Aqui jaz o corpo de um homem
Que ousou sonhar
E dedicou toda a sua vida
À realização deste sonho:
Uma nação e um mundo mais justos e mais igualitários.
O seu Espírito emanou em todas as direções,
Onipresente onde quer que haja alguém
Em justa luta por seus Ideais.
AQUI NÃO JAZ O LEGADO DESTE HOMEM.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
A língua dos homens e dos anjos
Emanuel
Escreveu um poema na areia,
Com o dedo;
Quando me cheguei a Ele
O vento já havia apagado.
Perguntei sobre o que versava
E me respondeu:
- O amor.
- Em que língua?
- O mistério.
- E como poderemos entender?
- Amando uns aos outros como eu vos amo.
- E desvendarei o mistério?
- Não, poeta, serás o mistério.
Caber em mim
Ah, ser eu e não entender o que sinto
Ser eu e não saber o que tenho
Querer tanto e não saber quem sou
O meu ser e o meu querer,
Quem os explicaria, além de mim,
Que não os compreendo?
Eu - já cansado de ser eu -
Eu - já farto de querer-me -
Eu - confuso de desvendar o que conheço de mim.
Todas essas indagações
Que faço a mim mesmo
E que deveria descobrir em outro alguém.
Ainda não acabou:
Amor, medo, procura:
Há tempo.
Palavras de Fogo
Deixe tudo pegar fogo
Cinzas às cinzas
Pó ao vento
Pô!
Ponha-se o poeta na cruz!
Poetas não dão
Nem de graça
Nem de nada
Obrigado
Devolvem.
A minha poesia é cruel
E incômoda.
Só os que teimam
Contra a lógica
E a própria dignidade
São dignos dela.
para americano lucrar e inglês ver
O que é MPB?
É Beethoven ou Tiririca?
Eu não sei!
Melhor perguntar a um alemão
De ascendência ariana
Desde a terceira geração.
Deixado para esquecer
Eu enxugo as lágrimas
enquanto as minhas mãos sangram
juntando os pedaços maiores
do sonho
que foi o nosso mundo inteiro.
Conchego
Lá fora chove um inverno lento
E eu queria sair enxuto;
Terei esperado demais?
Uma música só...
Tantas já ouvi!
A chuva aqui dentro ´
É uma tempestade inclemente
Que a tudo arrasta:
Lembranças, sonhos;
Rostos interrogativos;
Bocas que falavam em mim
Quando fui só silêncio;
Seres que eram meu ser
E me perdi de mim...
Nada aquece e tudo evapora.
Uma sopa, um sorriso
- "Adeus." -
Entra, a cama está aconchegante
Para se viver uma nova estação.
terça-feira, 2 de julho de 2013
TRINCHEIRA MORAL
A poesia
- Alimento do espírito -
É um escudo eficaz
Contra bombas
De efeito moral.
terça-feira, 11 de junho de 2013
O mundo da televisão
Eu sinto saudades do Rio de Janeiro
Um Rio que não existe mais
Um Rio romântico
De jovens negras de short´s
Subindo o morro
Um Rio muito Zico
Muito bossa-samba
Do pivete vivaz
De um Rio-canção
Maracanã, Mangueira
Um Rio-Cidade-Maravilhosa
Um Rio que talvez
Só tenha existido
Em mim
Que nunca estive no Rio de Janeiro.
A Casa de Orates
Lá em casa não tinha nada
Não tinha comida
Não tinha cama
Não tinha casa
Só tinha poesia
E era uma festa!
Mesmo sem ninguém.
E tinha um mundo
Uns sonhos
Fertilidade numa cabeça-alma
Que reanimava universos
Numa harmonia em descompasso
Um caos de Mautner.
Só não tinha microfone
Só não tinha dinheiro
Só não tinha sexo e tevê.
Só tinha a polícia lá fora
Sem um convite-desculpa
Para entrar.
Lá fora tinha chuva
E as pessoas esperando
Manchetes sangrentas
Ao vivo
Direto do quintal 'dos outros'.
Ler e Entender
Tire fogo das minhas palavras.
Eu não tiro o fogo das minhas palavras.
Minhas poesias
Além do abismo, aquém do divino.
O peito humano
Rasgado de dor, refeito em alegria:
Não tire o fogo das minhas palavras.
Sofisma
"Filósofo,
no final você sabe tudo sobre nada."
Chuck Schauldner
A ferida aberta
O livro in-fólio
A porta trancada
E não sara nunca
Não muda nunca
Não esquece nunca
Nós amamos o que somos
E somos só uma mediocridade arrogante.
no final você sabe tudo sobre nada."
Chuck Schauldner
A ferida aberta
O livro in-fólio
A porta trancada
E não sara nunca
Não muda nunca
Não esquece nunca
Nós amamos o que somos
E somos só uma mediocridade arrogante.
terça-feira, 4 de junho de 2013
De Campo Grande, com saudades.
As folhas secas na rua deserta
parecem um tropel
anunciando que eu deveria me evadir,
denunciando que soldados-árvores
invadirão esta casa de estranhos
onde, no entanto, eu sou o único ocupante.
Ventos amenos sopram vagabundeando
e eu, de passagem aqui,
sinto saudades de outros elementos,
em outras paragens.
Será que lembram de mim
como uma brisa ou redemoinho,
um rio, lago azul
ou desejo convulso de tempestade,
sonho ou pesadelo,
um mundo de natureza inolvidável,
calmo em chamas,
a razão dos éteres da paixão,
a quinta elementar essência
num cosmos por existir?
Pedra-Nova
Tantas emoções, tanta paixão,
Eu sou humano demais!
Preciso matar o que sou:
Ódio, intolerância, vingança;
A guerra geradora do tudo;
Transformismo, transmutação.
Experimentar sentimentos fortes...
E genuínos... Rupturas!
Peneirados treva e pó,
Se algo restar, sou eu:
Pedra-Nova moldada a mim
E não há lavor de joalheiro
Que me lapide!
Algo errado em nós
Quais são as cores
do que eu não vi,
absorvido em vapores
do que não bebi?
No céu, estrelas
parecem duvidar:
todo o bem
que você me faz
não paga o mal
que isso me traz.
Você bebeu
do seu próprio veneno
e fui eu
quem acordou no sereno.
Para que fugir?
já posso ver.
não vou te perseguir
nem te convencer,
não dou conselho:
saiba o que fazer
quando o seu espelho
não for mais você.
Fascinação
Caminhando por caminhos que eu fiz
Caminhando para te fazer feliz
Caminhando por caminhos que eu quis
Errando e acertando por um triz
Eu só buscava o nosso sol
Ou a noite a nos envolver, um lençol
Eu procurava ver na lua
A tua aparição, alma nua
Ilusão perdida
Mas não consigo te esquecer
Porque eu te amo pela minha vida.
Morte Familial
O lar é um edifício erguido
Cuja escada vai dar no céu.
Deus é fraternal.
Não deve conhecer a dor
De amar uma mulher.
Eu, se não tivesse me apaixonado,
Talvez fosse mais puro, como Ele.
Assim, estando vulnerável
A tal sentimento,
Quero a minha costela de volta.
Inferno
Eu conheci o Inferno!
Não é um lugar específico
Onde Demônios nos acusam e atormentam
Usando tridentes, cheiro de enxofre,
Com grandes labaredas que jamais se extinguem...
Não há Vale dos Suicidas, não há Rock...
Era Eu Comigo,
De dentro para fora, e me envolveu.
Onde quer que eu estivesse,
A consciência - não censurando -
Mas perguntando maternalmente,
Como uma Mãe acariciando seu Filho:
- "por quê?!:
Repelir as pessoas que me amam!
Magoar as que amo!
Não saber pedir perdão!
Não ser forte para perdoar!
Sofrer por egoísmo, vaidade, orgulho!"...
De joelhos, com o rosto no chão,
Tapar os ouvidos e ouvir os mesmos ais!
Cerrar os olhos e ver por dentro!
Calar a boca e o coração confessar!
Tentar chorar e gargalhar cinicamente!
Sufocar o amor e ele dizer: - "eu vivo!"
O Inferno é a solidão e o castigo
Para os que negam o amor;
Tudo o mais é Conto-de-Fadas.
Horizonte logo ali
Enquanto caminho
Vejo as pedras
Se encontrando e se entendendo.
Todos os meus horizontes
Estão logo ali;
Eu continuo caminhando.
O que está me faltando
Para fazer o meu mundo andar?
Alguém?
É ela? É ela?
Por que não consigo divisá-la?
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Distante o olhar
Ela passou.
Bela, insinuante.
Buscou o meu olhar,
Mandou beijos;
Pena eu não estar.
beira-mar
Na África se cantava pro mar
E do mar
Veio a escravidão
E atravessou-se o imenso oceano
Até um outro mundo
Outra beira de mar
Onde não se podia
Cantar pro mar.
O Chamado de Damasco
De certo que as dificuldades virão.
Nelas, quero potencializar o Infinito que sou:
Lutar sozinho contra tudo,
Estar à beira do abismo sem-fim
Precisando dar o próximo passo
E só precisar de alguém que diga:
- "Caia, mas não recue!"
Eu sou algo bom
E vou tornar-me real, concreto.
Eu estive morto,
Agora, vivo,
Tenho nas mãos
Toda Luz do universo:
Uma Potência do Bem está em mim.
EU...
...No meu exército de apenas dois homens:
Um que já não sonha,
Outro que cansou de acreditar;
E seguimos adiante,
Um regimento inteiro
Guiado por uma loucura...
...Como um guerreiro abandonado
No meio do campo de batalha,
Aprendi a sarar a dor,
A curar as minhas feridas,
Excretando o ódio que se nos inflama;
E não desertei do amor:
Quando estava encurralado,
Louco inspirado por Ícarus,
Eu aprendi a voar!
Indo... Embora...
Eu te amo
Mas não tenho nada
Que possa te prender;
Você está livre!
Eu já te esqueci.
Eu já te esqueci.
Só me falta força
Para dizer que não te amo.
Às vezes é preciso deixar para trás
A quem mais amamos;
Na estrada não há tempo para hesitar.
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