Pierrot

Pierrot
la tristesse

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Redenção


Hoje eu sei que mereço.
Já merecia antes, sem saber.
E porque você não veio,
Passei a pensar no eu
E, porquê você não quis,
Passei a gostar mais de mim.
Se você quiser vir,
Eu posso te amar
Porque aceitei que me amo.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Transição Brutal


Vemos aqui, novamente,
A prisão arbitrária,
O sequestro,
A tortura
E a morte
De quem ousa
Erguer a voz
Pela humanidade
E pelo direito.

domingo, 27 de julho de 2014

Ultrarromântico


Bardo
- O meu estado de espírito
É sempre beligerante:
Numa mão, a espada (ou pedras);
Na outra mão, os versos;
E atiro tudo, 
Em todas as direções e
Sem margem para erros!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Afogados


Naquele dia, na piscina,
Você não era simplesmente uma mulher:
Era um poema inteiro,
E eu te contemplava apaixonadamente,
Assim como olhasse imaginando sua inocência;
O seu corpo majestava(se) naquelas águas...
Esnobe... Tão esnobe!
E em mim, só a paixão.
Os nossos olhares confusos disparavam raios de ciúmes
E fugíamos em qualquer direção.
Eu queria apenas ser uma ilha no Pacífico:
Porto-Seguro para o seu barco-coração.
Se eu fosse Netuno
E agitasse mil maremotos esplêndidos
Talvez o vento me trouxesse o seu odor,
Mas sei que as minhas lágrimas
Não farão transbordar os mares
Nem farão reviver os náufragos...
Mas se eu fosse uma ilha no Pacífico,
Serias meu sol, lua e pesca;
Basta um pouco de atenção
E todo amor recomeça
E eu me abrirei num oceano em amor.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Darwinismo Moderno


Eu sou o Racio-Símio:
Um que atira pedras 
Desde a pré-história.
E estes uniformizados
- Cujas as armas se modernizaram
E ainda atacam seu semelhante
A golpes de paus - 
Quem são?

contos da submersão


Era um dia comum,
Um lugar comum.
Estava meio chuvoso.
Não chegava a ser uma tempestade,
No entanto, eu fiz um alarde incrível.
Quantas maravilhas eu disse,
Expus toda a paixão.
Sentado à beira da piscina,
O coração confuso,
A comparação com um oceano:
Netuno, a sereia e o marujo
Na milésima primeira viagem.
Havia tanto para ser dito; 
Eu me calei,
Resolvi fazer aquele poema:
Tanto amor - um náufrago;
Tanta paixão - um errante;
Tanta dor - apenas um amor.
Não digo que fiz alarde,
Mas fiz do Pacífico um oceano universal
E, aquilo tudo
Era só um banho de piscina.

Rufares


Eu sou o prodígio
Inegável
Da guerra.
Não existe nada
Neste ou em qualquer outro mundo 
Possível
Que o meu toque 
Não possa transformar
Em cinzas e esquecimento
       cinzas e esquecimento.

domingo, 6 de julho de 2014

como os rios correm para o oceano


Não, eu não consigo me achar!
Depois que ela foi embora
Nunca mais encontrei o caminho.
E eu, que sabia sorrir,
Sou como uma lesma no deserto,
Procurando amor ondes as pessoas fogem
Dos caminhos que levam ao coração.
Eu não sei amar assim!
Eu só sei fazer os rios correrem para o oceano
E estou perdido como um grão de areia,
Lá no fundo.
Não, eu não me encontrei ainda!
Nadando contra a corrente
Morrerei mais cedo que as lembranças.
Queria ficar ao seu lado
E devo ter errado ao partir,
Mesmo seguindo o curso das águas.
Eu não sei fazer do amor este jogo sujo!
Eu só sei fazer os rios correrem para o oceano;
E chegam ao céu todos os dias.
O meu rio desaguará em ti
E, mesmo indo tudo por água abaixo,
Eu chegarei ao fundo do seu coração
Assim como os rios correm para o oceano
E não mais contra a correnteza.




sábado, 5 de julho de 2014

Imortais




Marcamos um encontro
Em algum lugar no tempo
E nem sabemos
Se há tempo, se há lugar.

Imã e Mago


Todos os dias chegamos bem perto,
Aí, disfarçamos.
Esse orgulho não quer ceder.
E já que somos tão imaturos
Tão insensatos e superficiais,
Deixemos  nossos olhares falarem por nós.
Se um realmente não quisesse
O outro não chegaria tão perto.
Que explicação você me daria?
Você não se deixa ser amada,
Não saber dizer adeus,
Não sabe dizer não:
Simplesmente foge.
E, às vezes, para se chegar a mim,
Deixa transparecer toda a paixão.
Encontramos no outro
O que procuraríamos no paraíso.
Garota, faça amor comigo
E traz o céu para junto de nós!
A magia em nossos olhares,
Uma lei natural eliminando os intervalos
Entre nossos corpos
e tudo nos leva um para o outro;
Eu não sei onde você
Encontra forças para fugir. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O poeta da noite encontra o dia


Eu pagaria o preço
de não ter paz
nas minhas letras,
mas nem poeta sou!

Eu pagaria dobrado
a dor da desvantagem
tentando vencer mas
nem me deixam jogar, jogador!

Eu traria do espaço imenso
um astro tal qual o sol
confundido hipnoticamente
no meu olhar como um eclipse;

Eu anunciaria a nascimento
de um novo dia, tão esperado
na contraposição do gênesis
na luz do meu apocalipse.

Na luz do meu apocalipse
se confundem hipnoticamente
minhas trevas, minha dor aparente
no meu olhar como um eclipse.

Via Crucis da Paixão


Desenho estradas
E sigo comigo mesmo
Traço um destino
E volto atrás.
Nem eu sei
Aonde ir
Nem mesmo sei
De onde parti.
Caminho sobre este mundo
Andando sozinho - meu mundo -
Caminho sobre este mundo
Andando só.

De tantas voltas dadas
Perdi o esquadro
De tanto andar
Sobre a planície gelada...
Nem eu sei
Onde tudo começou
Quem saberia
O quanto se andou?
Caminho sobre este mundo
Andando em círculo - é o meu mundo -
Caminho sobre este mundo
Perdidamente.
Perdidamente.

Inspiração


Para fazer um reggae ou um rock
Você sai pela rua, maio desligado,
De repente, surge uma musa
E você canta pro dia nascer feliz.
Para compor uma canção de amor
É preciso arrancar o coração 
E entregá-lo ainda sangrando,
É suportar o sofrimento a cada estrofe
E chorar, sempre que cantar.
O amor é uma canção para um homem triste
E quem não sabe acenar um adeus
Faz as vezes de violino.
Eu implorei que ficasse comigo,
Mas ela foi embora
Como um disco que termina...
Me restaram as lágrimas:
Delas tentei fazer uma canção 
Para que ela voltasse,
Mas as palavras não vinham facilmente
E os soluços não não me deixaram conti-----