segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Para não ter você nos meus sonhos nunca mais!
I
Olhemos no espelho
Enquanto a consciência nos permitir.
Eu estava trabalhando contra mim.
Quero mudar o quanto tive que mentir.
Nestes dias
Em que encontrei um pouco de paz,
Não quero você
Nos meus sonhos, nunca mais!
II
Até que chegue o esquecimento,
Fico me repetindo estas estórias,
Porque você está presente
Em todas as minhas memórias.
Ontem eu trocaria por você
Todos os meus dias de paz;
Hoje não quero você
Nos meus sonhos, nunca mais!
III
Para que sonhar? eis que chego
Para fazer luzir a madrugada.
E se já não estava aqui
É porque não queria nada!
Amar você estava me matando
A alguns dias atrás,
Por isso, não quero ter você
Nos meus sonhos, nunca mais!
( postludium )
'Você terá a seus pés
Todas as coisas que quiser,
E sem arriscar o seu coração...
Mas, a mim não!
Trégua
Repetir Lennon é bobagem!
Eu atiro as pedras que carrego,
Maldigo minhas algemas culposas...
O mundo festeja
E todos os corações se abrandam,
Unem hoje os irmãos
Que os fuzis separarão amanhã.
Eles trouxeram o inferno para a terra
E reinam lado a lado com Lúcifer.
Agora dizem-se deuses,
Rasgam os céus com suas espadas:
São um punhal no peito de Jah,
E reinarão até vitimar a última rosa.
Pois um dia, virá a Perfeição,
Trazendo-lhes a morte derradeira,
Todas as pragas e medos,
E o pranto e a fome e a dor,
Vingando todo sangue inocente já derramado;
Voltarão sobre eles as suas guerras,
Iniquidades e atrocidades,
E seus tormentos lhes pesarão aos ombros;
Refletirão seus espelhos
Monstros e temores:
A ruína dos sistemas babilônios.
Então, cairão diante do "Senhor da Vida"
Implorando perdão e ele dirá:
- Afastai-vos de mim, malditos,
Eu não vos conheço! -
Mas hoje é natal
E o seu coração está em festa.
A guerra contra todos
O mal
que me fizeram
eu devolvi...
E, algum dia,
a guerra acabará,
aí veremos
os estragos que causamos;
chorando,
recolheremos os cadáveres
dos nossos irmãos;
saberemos
que matamos a nós mesmos,
e estaremos mortos também.
Escuridão dos dias
Nestes dias,
Em que nada acontece
No mundo inerte
Das gerações letárgicas,
Eu fecho os olhos
E fico imaginando
O tempo em que sentia
Calafrios e medos:
Uma vida para viver!
E penso no que
Nos trouxe a este sono
Onde os amores e os homens
Têm medo de despertar.
Jogos perversos
Eu sou um homem inteligente e sábio.
Já dei algumas voltas ao mundo...
Conheço muitas verdades
E muitas mentiras.
Sei o quanto verdades ferem
E sei o quanto as mentiras
Podem tornar tudo maravilhoso,
Por um certo tempo.
Possuo um intelecto abrangente
E uma alma desenvolvida,
E não estou aqui pedindo desculpas
Por nada do que disse.
Crianças como vocês
Podem brincar deste jogo tolo,
Ferindo-se com a verdade
E valendo-se da mentira
Para sanar as coisas;
Eu não!
Espetáculo Funéreo
(A Adonélio Sousa, amigo)
Havia lá um candelabro
Com quatro velas acesas
Exalando um odor macabro
Sobre aquele deitado na mesa.
Ah, como se fez assim
A escala vital de alegre a triste
Se começa para ter fim
Por que razão existe?
Já não pinto estas telas
Depois que tudo se acabou
Se a vida é a luz das velas
Morte é o vento que soprou...
Passou... e fim!
Havia lá um candelabro
Com quatro velas acesas
Exalando um odor macabro
Sobre aquele deitado na mesa.
Ah, como se fez assim
A escala vital de alegre a triste
Se começa para ter fim
Por que razão existe?
Já não pinto estas telas
Depois que tudo se acabou
Se a vida é a luz das velas
Morte é o vento que soprou...
Passou... e fim!
Amores e Medos
Amores não têm preconceitos
Amores estão sempre na moda
Amores são quase tão perfeitos
Que transbordam em mim.
Amores eu posso te dar
Amores que eu tenho em mim
Amores feitos em segredo
Começam pelo fim.
Amores feitos com palavras
Amores que não valem nada
Amores feitos com segredos
Só nos trazem medos.
Medos são palavras fúteis
Medos são só preconceitos
Medos são coisas inúteis
Que posso te dar.
Amores é o ficar por perto
Amar está sempre tão certo
Amores têm medidas normais
Medos são demais.
Medos nos trazem tristezas
Medos nos dão incertezas
Medos são só ilusões
Que posso te dar.
Amores que tenho por ti
Amores que venho pedir
A diferença para quem quer mais
Medos são iguais.
Entorpecido
A minha cabeça gira
Sem inspiração alguma.
Outra dose, sim?
Eu quero mais uma!
Chorar foi tudo
Que gozei do amor;
Um jogo sujo:
Perdi... e acabou.
Vamos juntar nossas coisas,
Pegue tudo que temos.
Fugir nos próprios sonhos
É só o que fazemos.
Sem uma verdade para viver
Sonho desfazendo sonhos,
Todo o mal é só um pouco
Do que cairá deste céu medonho.
Fortes e Omissos, Honrados e Estúpidos
O que vivemos a sentir
Já não é o coração pulsar,
É um verme interior,
O céu onde iremos acabar.
O que seria sangue
É apenas um rio de dor,
Fruto putrefato, vingativo
Da triste árvore do amor.
Mas ainda somos nós,
Crianças crescidas, tornadas insensíveis;
A carne que ontem quis ser aço,
Hoje, almas podres, perecíveis.
Entretanto, não acabou ainda.
A paz que assinamos também fede.
E, aquele que foi massacrado outrora,
Terá a revanche que pede.
Pelo que sofremos até aqui
Deus parece está inerte,
Declarando a vitória da guerra sobre nós,
Desde a clava até à internet.
Reeducação
Houve um tempo
Em que eu brincava
Com as nuvens,
Pintando sonhos prateados
Na enorme tela azul
Do firmamento.
Hoje, recriei imagens
De elefantes e aves
Num céu
Já um tanto cinza!
Trajeto
Eu conheço o seu destino!
Você está nesta estrada
( ou prisão )
Vai até um certo limite
E volta.
O seu destino
É morrer neste percurso,
Precipitando-se
Toda vez que sair da rota
E sempre, sempre
Retornando.
Estilo de época
Eu sou um poeta
Da atualidade
Do meu tempo.
Tempo em que
O futuro
Já aconteceu
E todo verbo
Deve ser conjugado
No tempo
AGORA.
Altar profanado
Não que me tenha faltado fé.
Contudo, andei rezando de forma errática:
Pedia por todos
Enquanto pensava só em mim;
Desejava ganhar mais
Quando deveria agradecer,
E enquanto pedia perdão
( ou implorava misericórdia )
Planejava vingança impiedosa.
E nem era a Deus,
Em nome de Jesus Cristo;
Era a São Filho-da-Puta qualquer!
Além de abaixar a cabeça
E erguer os olhos
É Preciso uma grandeza de espírito
Que eu não tenho.
Ainda tenho fé.
Porém, os meus joelhos
Não suportam mais...
Dá-me logo o que peço
Ou vou embora!
Consumismo
Livros de culinária
Num país de analfabetos famintos,
E novelas,
Para curar as dores
Neste famigerado e degradante
Mal moderno:
A nossa fome
O nosso amor
A nossa escravidão
Diante destes malditos
Aparelhos teledifusores.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Disperso
Com facilidade a minha cabeça se dispersa
De qualquer realidade que me cerca:
Eles falavam de trabalho
E eu pensava uma loucura ou ilusão
Como ver o céu em outro lugar
Como ver o horizonte no chão;
Eles falavam de guerras
Pestes, fomes, terras...
E eu a me perguntar
Se a Madonna
Ainda tem o que mostrar
( como dizem )
Nestas eras de Britney Spears
E Sandy virgens.
Eu acho que eles têm muitas verdades,
Talvez por isso,
Não compreendam a realidade.
Assinar:
Postagens (Atom)



