Pierrot

Pierrot
la tristesse

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Sobre Darwin e Brecht


Analfabetismo político

Não é uma moléstia,

Mas a própria impossibilidade 

Da existência humana:

Vivenciar e observar a superestrutura 

E ainda acreditar em um único culpado

 E salvadores messiânicos

É uma estupidez de 4,5 bilhões de anos 

Que impossibilita a Evolução,

Que ainda sequer começou:

Não somos seres vivos, ainda. 


Viandante


A minha alma 

Traz em si

Marcas de histórias 

De migração

Imigração 

Emigração. 


segunda-feira, 25 de novembro de 2024

AUTO-REPUGNÂNCIA

 

Se o trabalhador 

Pensa como escravo 

E ama seus senhores,

Também odeia 

Seus pares

Por odiar a si mesmo?

MUNDOS EM CHAMAS

 


Que hábito terrível este meu

Debater com idiotas,

Quando deveria,

Como aconselharia Zaratustra,

Concordar, aplaudir e dar as costas!

Quem me outorgou 

Letrador da imbecilidade do mundo,

Quando deveria deixar tudo pegar fogo

E deliciar-me com as chamas

E rir-me das cinzas 

E, talvez, só talvez 

Tentar um rescaldo?

Fobia Pública

 

Não!

Não gosto da gentileza 

De estranhos.

Absolutamente!

 A mim, me basta

Que os meus me reconheçam 

Como um igual!

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Amor-Milagre



 Eu acredito em Amor

      

Eu não acredito em Milagre



Será 

Amor 

Milagre?




Hiato

 

Nunca mais escrevi 

Minhas palavras de fogo 

Que gritam silêncios 

Na minha solidão 

Muda.

Que me venham erupções 

D'alma,

Me arrancar 

Desta paz de vácuo!


Braço Invencivel

 

As mãos do poeta

São finas e delicadas 

E ásperas e calejadas,

Elas empunham a pena e a espada 

A enxada e o escudo,

Trazem em suas linhas 

Traços de labuta e fuga.

O Outro Eu

 


Sou um Ser 

Tão simplório, vulgar e achamboado 

Que, em se olhar para mim,

A grande maioria

Sequer consegue notar

O Poeta que apoderou-se

Da minha Existência.

Ossos do Ofício

 

Por ser poeta 

E viver de poesia, 

Sentindo todas as fomes do mundo 

E buscando sacia-las,

Falta-me tempo 

Para a poesia.


Picos de Vida

 


Quando ouço perguntarem

Por que escalar o mortal Evereste,

Respondo a mim mesmo:

Porque há Everestes.

E o mundo é pequeno demais

Para não ser totalmente explorado 

E grande demais para 

Se olhar de baixo

- "parado e seguro" -

Pois então,

Que hajam picos e hajam loucos!

sábado, 16 de novembro de 2024

Essencialmente


 Nunca 

Me considero 

Suficientemente 

Mau.

O outro é sempre pior,

Pelo simples pecado 

De não ser eu.


Oco do Mundo


 Ao vácuo 

Entre um amor e outro 

Chamamos solidão 

E não há nada no mundo 

De amores 

Que preencha este vão.


Ressaca Homérica


Como Bukowski 


Guardo a minha sensatez 


Para os dias de abstinência.



quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Atempos


O futuro ainda não existe 

E, sendo eu um nada 

No oco do Mundo,

Tentando forja-lo

No eco do vazio,

Me sento com alguns meninos 

E conto mentiras 

Sobre voltar o Tempo.


Planos


Pense

O dia de hoje 

Sem (des) pensar 

O dia de ontem 

Para que 

O dia de amanhã 

Traga realizações.


Sobre Viver


Sobreviver?

O sistema me quer 'sub',

Eu teimo em ser 'super':

Sou um

Subvivente 

Supervivente!



segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Livros Vivos Livres

 

Livros aprisionados

Em estantes particulares

Matam leituras

Que mudariam

O mundo de alguém

Leituras de alguém

Que mudaria o mundo

Bibliotecas privadas

Privam de possibilidades

Privam de Humanidades.


Livros


Querem os Vivos


Quero-os Livres.

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

SUBSTÂNCIA


Poeta 

Ou

Poetisa

Que importa?

Poetai-me

Poetizai-nos

Reavive-se Tudo

Criai Todas em Versos 

Recriai Todos em Prosas 

Fiat Deum

Fiat Nox

Semper Lux


sexta-feira, 9 de agosto de 2024

A Terra Vista do Sol

 

Como um planeta 


Assentado 


Sobre placas tectônicas 


Sustenta 


Tantas convicções?



James Webb II

 

Pela distância que estamos do Sol, 

Qualquer pequenina nuvem

É um pingo 

Que encobre 

O alfabeto inteiro.

Inconfidências



Ninguém precisa saber 

O que você pretende fazer, 

Nem mesmo você. 

E, diante de evidências, 

Testemunhas e provas, 

Duvide.

Carroça dos Forçados



Viajando acordado, 

Sonhando de olhos abertos 

Todos os pesadelos, 

Todos os delírios...

Serei eu o Irreal? 

A Realidade o Absurdo? 

A caminho do eito,

Escravizados e escravos 

Pegam, todos os dias,

HIGHWAY TO HELL

Ida e volta.

COMENTÁRIO SOBRE CONTO DE GUILHERME DE ANDRADE

 

A realidade nua e crua, 

as ilusões impostas e autorais, 

revisadas e quebradas, 

no dialeto orgânico e erudito

do sóbrio e inebriado poeta. 

Dia a dia,  utopias: 

o cotidiano requer 

convulsão e calmaria,  

em doses homeopáticas.

CIBORG/AI

 

Tecnologia:


Homens-Máquinas.


Evolução:


Homens-Lixo.


Poeta Calado

 

No fim,

Tudo é anonimato. 

Mesmo quando contam

As histórias de nossas vidas

Com pompa e circunstância 

É apenas a história do nosso anonimato.


quarta-feira, 17 de julho de 2024

Fórmula da Invisibilidade

 

O passeio das Sombras 

É um caminhar para o Nada,

A cumprir um Destino 

Que nem destino é.

A Massa em Fila

São apenas sombras, 

Sombras e Esquecimento:

As "Sub-Raças" hitleristas 

Globalizaram-se

Numa maré de números eleitoreiros,

Numa miríade de estereótipos e fenótipos,

Dos guetos ao abate, 

Às vistas de toda Inumanidade.

Quixotadas


A sanidade é um ideal

Que, se alcançado,

Seria o anoitecer da Humanidade.

Veja Dom Quixote:

Quanta felicidade e quanta luta

Emanou e Humanou

Em sua loucura!

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Supernova

 

Minhas pupilas dilatam 

Como o Universo. 

Minhas pupilas dilatam 

Como o Universo. 

Minhas pupilas dilatam 

Como o Universo. 

- Chega -

Supernova!

O meu Universo 

É  um Umbigo.

Quebrada

 

Morro acima

Morro abaixo

Sempre morro

No morro

Fora do morro

Onde moro.

Razoabilidade


Eu tenho sempre razão! 

E, vendo aonde isto me levou,

É razoável perguntar e responder, 

Honestamente: 

Vale a pena 

Eu ter sempre razão?

Oni Verso

 

Universo

Multiverso

Metaverso

Subverso


Subverta tudo 

Que no final 

Só resta

O verso.

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Valor Venal da Alma

 

Toda forma de aliviar 

A solidão, a escravidão,

O adoecimento e a morte 

- tão precoces no capitalismo -

Foi capitalizada em

Solidão, escravidão,

Adoecimento e morte.

Resta ao peito do poeta 

Gritar, insone,

Contra o sono dos "justos"!


Infinitivos

 

Ela estar comigo 

Foi uma solidão a dois.

Estava eu só 

Como fui antes 

Como seria depois.

Estava ela comigo 

- só -

Como nunca se pôde estar:

Éramos o verbo estar,

Sempre sujeitos 

Ao adjetivo 'só'.


Seu José Operário

 

... E, no sétimo dia

Trabalhou,

Mais duramente ainda...

E, ainda agora 

Espera 

O dia da justiça.

Vivo de Novo

 

Estou sempre 

Entre

A Vida e a Morte:

Às vezes vivo,

Às vezes morto,

Sempre em busca 

De novas perspectivas.


Movendo Montanha

 

A Vida 

É um fardo 

Pesadíssimo 

Que suportamos 

A troco 

De ínfimas 

E esporádicas

Ilusões.



quinta-feira, 4 de julho de 2024

Desgraças da Vida Metaforicamente Proporcionais


Religiosidade e Religião 

Um Gole e Carraspana

Uma coisa leva a outra 

Não se proíba

Mas advirta-se:

Não há níveis seguros 

Para tais consumos...


sexta-feira, 28 de junho de 2024

Muralhas Ideológicas

 

Liberdade de ir e vir?

Você pode ir onde quiser?

Você, casado, com filhos, com um trabalho

(Por mais degradante que seja!)

Só vai de casa para o eito,

Do eito para casa

(Talvez, igreja, bar, biqueira...)

E adoecerá, envelhecerá e morrerá 

Precocemente 

(Talvez a precocidade da morte 

Seja uma Eternidade).

Você é um escravo dócil,

Para o qual chibatas e feitores 

Seriam demasiado onerosos.

Enquanto não questiona esta vida sem Vida,

Este não-viver

É algo pelo qual você mata e morre

( Como se fosse Vida)

Mas não vive!



terça-feira, 23 de abril de 2024

CONTEÚDO

 

Tamanho é documento:

Identidade visual. 

Todos os corpos físicos 

Têm formas, curvas, relevos 

E nós os medimos 

Por parâmetros próprios 

Ou preestabelecidos. 

Se isto nos revela o conteúdo,

É uma outra construção.

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Velha Nietzscheana


A pedância 

E a arrogância   

Elevam a ignorância 

À máxima potência. 

E somos Vontade de Potência. 


Sete Ciclos


 As rugas 

São o meu pacto 

Com a maturidade. 

O amor 

Me rejuvenesce 

Dez anos a cada sete.


Castelos em Ruínas

 

A solidão 

É o castelo do poeta,

Como um coração 

Que aconchega o amor.

Quando o amor se vai, 

Restam as masmorras.


METAMORFO


Eu sou metamorfose

Tenho defeitos e qualidades 

Mas não sou

Vícios nem virtudes 

Não sou nada pétreo 

Eu estou

Nômade de mim

Eu sou metamorfo

Efervescência em mutação.


Matéria-Escura

 

O planeta

 EU

Onde habitavas

 VIDA

É um  fossilizado

 ASTRO  

À deriva no 

 ESPAÇO


quarta-feira, 27 de março de 2024

James Webb


Universo 


Multiverso 


Metaverso 


Subverso 


Subverta tudo 

Que no final 

Só resta 


O Verso 

 

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Companheira de Altas Luzes

 


A solidão

É-me um hábito antigo, 

 Difícil de largar.

Se a deixo, 

Com quem ficará? 

Com a multidão...

De solitários?


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Fingidores


O poeta

É palhaço que chora, 

Um demônio que sonha: 

São três faces

De um mesmo

FINGI-DOR.

 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Algazarra Paupérrima

A Ricardo Aleixo e Wally Salomão.


"Putas, como deuses, 

Vendem quando dão;

Poetas não."

Deuses, 

Quanto mais narcistas,

Mais vendem.

Putas narcistas

Dão de graça. 

Poetas, não!