Amo à Beleza
Como ao Horror;
E choro
Diante de ambos!
poesia marginal
Numa Era
Na qual os imbecis
Ganharam tanta notoriedade,
Quem se conformará
Com o anonimato?
O meu amor
É uma espécie
De monstruosidade sincera
Que, quando não me faz
Dizer
O que faço
O que penso
O que sinto
Revela o que sou
Por inteiro.
Nem só de fome e protesto
Viverá o poeta.
Sinto outras fomes
E, nas horas vagas,
Para sacia-las,
Faço qualquer desgraça…
Até trabalhar.
Agora, pague o meu dinheiro.
Eu vou de roupa velha mesmo
Qualquer uma
De lá eu volto para casa
Ou vou para o trabalho
Não sei
Demais, já encontrei um novo amor
Dizem até que casei
Quem vai se importar com o que visto
Ou deixo de vestir?
Fiquem as roupas novas
Coloridas
Para os jovens
Que ainda não sabem quem são
Que ainda sonham
Que ainda querem impressionar
Eu vou mais à vontade
Desnudo
De tudo que é moda.