segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Colisevm
Proclamou o Arauto Imperial:
"Não haverá mais panis et circences.
O povo
Não tem mais tempo para comer
Nem gosto para o espetáculo
(mesmo um circo de horrores)
Muito menos tolerância
Para se aglomerar com seus pares
Em espaços horizontais coletivos,
E protagonizam, cada qual,
A sua própria tragédia inominável:
Um opiário individualizador e massificador,
Um narcisismo fútil,
O vazio da autoimagem
- um ópio em formato de áudio e vídeo!"
O sonho chamado Roma
Havia terminado.
Todos agora eram divindades.
E o Imperador,
Enciumado como todos os deuses esquecidos,
Decretou o fechamento dos gymnasiuns.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Amor Nascente
Nasceu na Luta,
Entre versos de sangue
E canções de guerra,
Corações palpitantes:
Ódio por uns, Amor por outros...
Brisa,
Sopro de alheios ventos,
De outros campos e cantos,
Transvia
De novos tempos e esperanças,
Vai,
Despertai-a com o meu beijo!
Conta-lhe que,
Por haver Amor, lutamos!
- E conquistaremos Tudo! -
E que, por haver Lutas, amamos!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
A Incógnita Y
Minha única certeza é a Vida!
A Morte, se vier,
Será um momento único,
Um deslumbramento de novidade.
Nem quero estar preparado.
Temer a Morte?
Que perigo pode haver nisto?
- "Viver é perigoso." - Disse o poeta.
Por que temeria a Morte?
Eu nunca temi a Vida!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
se você ficar
Quer ir embora? Vá!
O amor ficará aqui.
Quer me deixar? Pode ir!
O amor continuará comigo.
Quer partir? E então?
O amor ainda estará em mim.
{o amor permanecerá vivo
E nunca morrerá
Enquanto não houver
Um adeus definitivo}
Não olhar para trás
Não considerar o que foi bom
Não esperar um segundo a mais...
Quer se ver livre? Voe!
O amor é meu porto seguro.
Quer ver outros horizontes? Marche!
O amor é tudo que encontrá.
Eu quero que fique
E o amor ficará.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Um Passo atrás
O vai-e-vem da História
Adiante e atrás
Antes e depois
Nas mentes vazias
Tudo é
Retrossexo.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
CANÇÃO
Sei que o amor
É uma coisa maluca
Que para alguns
Sempre acaba em fuga
Sei que o amor
É um sentimento louco
Que para alguns
Sempre acaba em choro
Não sei o que é o amor
Que sempre traz alguma dor
E eu não quero sofrer mais
Sei o que é sonhar
Eu posso não saber amar
Mas vou tentar viver em paz.
Sei que o amor
É uma coisa boa
E quem não sabe amar
Sempre se magoa
Sei que o amor
Nunca foi como sonhei
Mas mesmo sofrendo muito
Eu sempre, sempre acreditei
Sei o que é o amor
Que sempre traz alguma dor
Mas vale a pena o que chorei
Sei o que é sonhar
Eu posso não saber sonhar
Mas cantar eu sei
Toda Instituição é um Campo de Extermínio
Nos campos de extermínio,
Homens-meninos,
De quem assombraram a infância;
Homens-honestos,
De quem tiraram a sensibilidade;
Homens-mortos,
A quem negaram a dor
Roubavam
As sombras das pessoas,
Os músculos, os apetites,
As músicas e as danças,
Os óculos e os ósculos;
Tiravam-lhes sorrateiramente
Alguns sonhos,
Trucidavam-lhes brutalmente
A fé e a poesia,
Feriam-lhes a dignidade, a Humanidade
E, por não lograrem apagar-lhes a vontade de viver,
Atiravam nelas e as matavam...
Em escala jamais vista... Antes.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Descantando Rubro Zorro
Neste faroeste
Do terceiro milênio,
Tornei-me
O inimigo público número 1
Por ser tão passional!
Racional!
Personal!
Passional! Passional!
Paz No Meu Coração
Eu também sinto certo medo
Quando teus olhos
Me olham de lado, calados,
Parecendo enxergar a alma,
Perquirir o demônio interior
E tenho receio
De que fujas ao espectro
E me deixes só...
Não temas:
És tu que me harmoniza
Com a minha fera interior,
Que é metade de mim
E, no mais das vezes,
A melhor parte do que sou.
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