Como um planeta
Assentado
Sobre placas tectônicas
Sustenta
Tantas convicções?
poesia marginal
Pela distância que estamos do Sol,
Qualquer pequenina nuvem
É um pingo
Que encobre
O alfabeto inteiro.
Ninguém precisa saber
O que você pretende fazer,
Nem mesmo você.
E, diante de evidências,
Testemunhas e provas,
Duvide.
Viajando acordado,
Sonhando de olhos abertos
Todos os pesadelos,
Todos os delírios...
Serei eu o Irreal?
A Realidade o Absurdo?
A caminho do eito,
Escravizados e escravos
Pegam, todos os dias,
HIGHWAY TO HELL
Ida e volta.
A realidade nua e crua,
as ilusões impostas e autorais,
revisadas e quebradas,
no dialeto orgânico e erudito
do sóbrio e inebriado poeta.
Dia a dia, utopias:
o cotidiano requer
convulsão e calmaria,
em doses homeopáticas.
No fim,
Tudo é anonimato.
Mesmo quando contam
As histórias de nossas vidas
Com pompa e circunstância
É apenas a história do nosso anonimato.