Pierrot

Pierrot
la tristesse

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

(IN)CULTURA INFLAMADA


Negros dizem que é coisa de branco,
Brancos dizem que é coisa de negros;
Ricos, que é coisa de pobre,
Pobre diz que é de burguês;
Fascista relaciona com comunista,
Comunista relaciona com fascista;
Analfabeto acusa catedrático,
Catedrático só vai ao Louvre;
Pais acusam professores,
Professores não têm voz nem vez,
E tem professores que acusam estudantes, também;
Religiosos e ateus encontraram um novo campo de batalha;
Até mendigos e "realeza" descobriram incompatibilidades...
E a farândola segue em ziguezague.
Enquanto isso,
A ignorância bate em todas as portas,
Com tochas nas mãos.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Ridículos Tiranos



A tirania é o auge da mediocridade,
O cavaleiro tão bestial quanto a montaria,
Que não responde com argumentos,
Mas relincha, mostra-se fera o covarde,
E mente, vomitando o moralismo dos hipócritas,
E finge-se deus, e aclamam-lhe deus
- O nada no Real -
Arrebanhando legiões de tolos
Que mentem o que são e o que sentem
Porque não são nem sentem:
Zumbis, numa sociedade de mortos-vivos.
Canalha a ensinar sacripantas,
Cego a guiar míopes:
Nem um nem outros enxergam a si,
Negam e engendram
A ignorância que zomba do saber
Quando o desastre salta do limbo para a História
Desfraldando uma bandeira de ódio e hipocrisia
Com seu macabro lema:

"Ame-o ou deixe-o!"

OU

"Lasciati ogni speranza voi ch`entrate!"



A Efígie da Espera


A menos que o mundo acabe
- Este refutável catastrófico extremo -
O amanhã virá!
O amanhã não é um talvez,
Mas nós poderemos não estar aqui,
Não sentir o que sentimos hoje,
Trilharmos ideias e caminhos opostos...
Nossas vidas no amanhã são um 'talvez'
E, talvez, o nosso maior engano esperar.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Vozes do Além-Rua



Somos fantasmas

Invisíveis e Incômodos

Nós os apavoramos

Quando mostramos

Que a sua ignorância 

É um bálsamo

E que bálsamos aliviam,

Mas não curam!


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Males e tanto


O mal menor, 
De tanto existir,
Já é o maior mal que existe.

Lá, nos palácios e congressos,
Estão preparando fogueiras e balas
Para livros e autores.
Escreveremos poesias de amianto
E à prova de chumbo à espera do desastre.
Só o desastre nos comoverá e nos moverá?

A higienização nos livrará de todos eles,
Até se livrar de nós, 
Até se livrar de tudo,
Até só restar a sujeira
E a sujeira se perder com o vento?

O mal menor,
De tanto insistir,
Já é o mal em si.

saudade tão próximo


ainda trago em minha boca
o gosto do teu mais profundo néctar.
é algo assim
entre a mais doce lembrança
e a maior felicidade possível.

... ah, esta saudade por aperitivo!...

não, não!
deixemos a saudade
para depois de tudo!
deixemos a saudade
para depois do nosso eterno banquete
de sonhos realizados.
gosto de você,
ainda que você não goste.

Anarquista, graças ateus


Não peço
Que pense
Como eu.
Todos temos
Nossas loucuras;
Cada qual
Com a sua.
Só peço
Que pense
Por si.
O que penso
É a minha 
Loucura
Querendo se tornar
Real.


sábado, 10 de novembro de 2018

MEDO DE TUDO, MEDO DE NADA




COMIGO É ASSIM:

DEUS DÁ O DIABO

E A FARINHA CARREGA O SACO.


Pintou Poema



Poesias são quadros
Coloridos com tintas imaginárias
Impressos n`alma

Pintou poema?
Não retoques!
Deixe a cada sentimento
O completá-lo
O completar-se

O poeta  pinta quadros que sentem