Pierrot

Pierrot
la tristesse

sábado, 16 de novembro de 2013

que tempo é esse?


Poeta que sou, inverso!
Terei esquecido que sou poeta?
Nunca mais escrevi nenhum verso.

deuses


Eu desconfio do meu caráter

E da minha vontade;

Nunca do meu poder!

Amar como Fortaleza


Tantas grades...

Tantas blindagens...

E ainda a bala atinge o osso!


múltiplos de mim


As mulheres que eu amo
Amam o poeta
Amam o louco
Amam o cara sensível
Amam o cara compreensivo
Amam o inteligente
Amam o cara sincero
Amam o palhaço
Amam o revolucionário
E até amam o bárbaro;
Elas conseguem o impossível
De dissociar cada um deles de mim.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

contando os dias


Ainda vem.
Ontem
Era a casa adornada,
Um cheiro de saudade acabando...
Ansiedade.
As janelas convidando olhares.

Hoje
Bateu a nostalgia,
Uma saudade de anteontem,
Antecipada:
Ela virá.

Amanhã
É o fim do mundo,
É o dia em que começo a viver,
Esquecer as horas.

Ela, amanhã.
Ela, Maria.
Me resta contar os dias;
Já marquei Duas Eternidades.

Lavor


Sonhava com ela
(juntos)
Um sonho fácil
Diamante não lapidado
- como pedra qualquer -
E era bom.
O sonho com ela
(distantes)
Trouxe, no desespero
Dos últimos dias
Uma dor clara 
Diamante lapidado
- nem pedra é mais -

Olhares


O amor  me olhou nos olhos
Me sorriu
Me convidou pra sair


Brigou
Ameaçou desistir
Esperou minha timidez se decidir

Ando tão feliz
Que resolvi e contei
Que poetizei e escrevi.

sábado, 2 de novembro de 2013

Será que já encontrei o que estou procurando?



Em almas como a dela
está a perfeição;

Em sorrisos como o dela 
reflete-se a minha alegria;

Em corpos como o dela
reside metade de mim;

Em rostos como o dela
revela-se a beleza;

Em olhos como os dela
costumo ver o amor.

Com ela,
O amor voltou
A me olhar nos olhos.

Acho encontrei o que estava procurando!