segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Primeira canção de saudade após ela partir
Como o último entardecer em Dresden
Uma paisagem de cartão-postal,
O firmamento e a terra
Pareciam mais distantes
Em face daquela beleza inseptil,
Daquela paz de vácuo.
E caminhamos silentes
Numa tristeza-sem-chorar:
Melancólico adeus!
No dia seguinte, a solidão,
E um mundo em cinzas
Para dois seres (se) reconstruírem.
A solidão dos espelhos
Tudo tem um tempo bom.
Mas para quem foge de si mesmo
As coisas são iguais.
O medo da própria imagem
Envelhece a alma,
Atormenta o sono
E confunde os sonhos.
Nada muda
E os espíritos estagnados retrocedem
Até morrerem em si.
Nenhum sentimento:
O amor intrínseco,
O ódio que se nos desperta,
Enfim, a humanidade
Que aspira ser divina;
Não chorar, não matar,
Não morrer e não estar vivo;
Ausência, distância,
Quem eu sou e o que sinto
Agora são um vazio dos outros:
Nenhum vil-metal, nem poesia,
Ninguém me compra!
Eu não me dou!
Entre Homens e Deuses
Passando pela cidade dos Anjos
Nenhuma sombra de saudade.
Rostos brancos, procurando esquecer
Todos os vestígios da Eternidade.
Caíram todos na dor anestesiada.
Deixada a alegria, partidas as asas,
O regaço do outro é distante demais:
Já não há onde chamar de casa.
O medo e a culpa de todos os santos,
O conselho Divino soluçado sob o manto:
Não tema o Tormento Eterno,
Não tema o Anjo Caído, o Inferno,
E sim os que temem o Inferno.
A hipocrisia de amar o Bem e abominar o Mal:
Pensamento tão Alto;
Não temer a Queda, mas a alucinação,
A vertigem do passo Incauto.
Quando os Anjos caem
Os Santos marcham para a Guerra,
O Céu é só um Abismo longínquo,
Inóspito para quem já perdeu a Terra.
a véspera do abismo
Vamos fazer uma coisa nova
Buscar uma lembrança
Reinventar uma saudade
Do que quer que seja
Só para não nos deixarmos
Pensando no que poderia ter dado errado
Só para não tecermos sonhos
Que venham nos atormentar pela manhã
E quando você se for
Não diga adeus
Não deixe nada além de mim
Não leve nada além de ti
E vá me esquecendo pelo caminho.
O General Da Infantaria de Ícaro
Espártaco - O gladiador da liberdade
Quando acorrentado - revel
Sem correntes - rebel
Livre - olhou os grandes
E não viu se eram
Qualquer coisa que fosse
Piromania
Eles brincam com fogo
E sabem queimar!
Belos e Malditos, Capital Inicial.
O meu amor
É um anjo negro
Que invade a casa
De almas perfeitas
E as atormenta.
O meu amor
Arrogante: implora
Soberbo: sai de mãos vazias
Maldito: abençoa.
O meu amor
É um anjo de pele negra
E roupa negra
Que não é o mal em si
Mas tem toda a malícia
E arrogância
Que dizem ter o mal...
E sabe o que isto significa.
E sabem queimar!
Belos e Malditos, Capital Inicial.
O meu amor
É um anjo negro
Que invade a casa
De almas perfeitas
E as atormenta.
O meu amor
Arrogante: implora
Soberbo: sai de mãos vazias
Maldito: abençoa.
O meu amor
É um anjo de pele negra
E roupa negra
Que não é o mal em si
Mas tem toda a malícia
E arrogância
Que dizem ter o mal...
E sabe o que isto significa.
Dias no Paraíso
Quando eu amava
E o meu país estava em paz
Cada novo dia
Mesmo sem pão ou poesia
Era: "another day in paradise."
VAMOS?
Estava trancado dentro de casa,
Fugindo um pouco de mim,
Com mil pensamentos débeis
E vi vocês,
Com caras-de-aventura.
Aonde vocês vão
Aceitam alguém de chinelos
E sem camisa?
Eu tinha algo para fazer
mas já esperei dezesseis anos
E ainda posso esperar
Até amanhã.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Coisas do Povo
Chico Mendes foi assassinado,
renan calheiros eleito presidente do senado;
Se Cristo fosse corrupto não seria crucuficado.
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