segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Entre Homens e Deuses
Passando pela cidade dos Anjos
Nenhuma sombra de saudade.
Rostos brancos, procurando esquecer
Todos os vestígios da Eternidade.
Caíram todos na dor anestesiada.
Deixada a alegria, partidas as asas,
O regaço do outro é distante demais:
Já não há onde chamar de casa.
O medo e a culpa de todos os santos,
O conselho Divino soluçado sob o manto:
Não tema o Tormento Eterno,
Não tema o Anjo Caído, o Inferno,
E sim os que temem o Inferno.
A hipocrisia de amar o Bem e abominar o Mal:
Pensamento tão Alto;
Não temer a Queda, mas a alucinação,
A vertigem do passo Incauto.
Quando os Anjos caem
Os Santos marcham para a Guerra,
O Céu é só um Abismo longínquo,
Inóspito para quem já perdeu a Terra.
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