Pierrot

Pierrot
la tristesse

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Alive man fighting


Homem de meia-idade

Tentando equilibrar-se

Na frágil e turbulenta harmonia

Entre a maturidade

Que a realidade cobra

E a puerilidade

Ainda impregnada n`alma.

HAMLET, MEU CONTEMPORÂNEO...


Ter para ser

Ou ser para ter

Ou parecer ter

Para parecer ser

Ou vice-versa?

São tantas questões!

sábado, 26 de agosto de 2017

Do fundo do meu estômago


Como eu já dizia 
De barriga vazia
E sem moradia
Eu até escreveria
Alguma poesia
Mas como recitaria
Como tal se possibilitaria?

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Autômato/Autônomo


A polícia

É um aparelho autômato que,

Uma vez acionado

Pelas palavras mágicas

"Prende!" e "Mata!"

Torna-se autônomo

E sai completamente do controle

Até saciar sua sede de sangue

Nas periferias.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Desaterro



Fiquemos aqui.
Não porque estejamos plantados.
Só não aceitemos este desterro
Que é um desaterro,
Um nos arrancar de onde voamos livres
E somos a própria terra.
Não, não vamos embora.
Sempre quis correr mundo,
Nunca como escorraçado,
Mas como quem come da terra
E não sai sem replantar e regar
Para os que ficam
Viajando em outros sonhos.
Um dia nós vamos embora.
Hoje, ficamos.
Só partimos de onde e quando
Deixamos sonhos possíveis em flor
E regressamos à sega.
Quando nos expulsam, resistimos.
Não é da terra que nos expulsam,
É de nós mesmos;
Não é o que é nosso que querem,
Querem o que somos,
Querem o que sonhamos... e ousamos realizar!
Quando voamos em asas de liberdade,
Levamos os sonhos dos que ficam a passear;
Quando nos desterram, abandonamos os sonhadores
Em meio a um pesadelo de chumbo.
Não, não sairemos daqui!
Hoje trocamos hélices por âncoras
E mostramos a estes espalha-cinzas
Que somos feitos de terra-viva:
De sonhos e lutas.




domingo, 13 de agosto de 2017

Comentário Sobre O Poema Ensaio Ridículo Para Me Tornar Um Tirano Sério


Com a divisão:

Política e Religião

- Alienação -

A periferia

Tornou-se o caldeirão

De dejetos

Da burguesia

Que, de vez em quando

Vem mexer

Só pra ver

A bosta toda feder.

Olhar de Ternura


O que diz o meu olhar?

Eu te desejo

A cada vez que respiro

E,

Entre uma respiração e outra...

Também.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O Reverso da Moeda


Nos meus acessos mais equilibrados
Flagro-me dizendo
Que vivemos numa Era
Que necessita de gigantes e não os há.
E ai de quem se agigantar
Nesta Era de anões!
E que na ausência destes,
Os seres mais abjetos tomam para si tal carapuça;
Acusando a mim mesmo
De ser um suicida que se mata sozinho,
Fortalecendo o inimigo.
Distribuindo dinheiro a credores
E rindo desdenhosamente daqueles
Que vivem de modo sóbrio e sensato
No turbilhão da prisão das ruas
Julgando-se sãos, livres, seguros...
E... felizes!!!

Hahahahahahahahahahahahahahaahahah