sábado, 16 de junho de 2018
Suicídio ou Nada
O que nos resta
Além do suicídio
É uma dor
Tão dilacerante
Que matará a alma
Antes do corpo,
Criando uma vida sem sentido,
Uma não-vida:
Nos acostumamos a não ter vida.
Amor ao Espinho
O espinho dura
Mais que a rosa:
Sem perfume,
Sem beleza,
E perigoso.
Vai profundo,
Marca no íntimo
- por uma vida inteira -
Como um pacto de sangue
Para que não esqueçamos
E, ainda assim,
Fugimos ao desejo,
Abandonamos a Rhosa
E amamos o espinho.
A dor dos que ficam
Os retratos ficam amarelecidos
Atrás de mim
Eles cumprem seus ciclos vitais
E eu sigo
Começando tudo de novo
Eternamente jovem
Este é o mal da imortalidade
Dói e não mata
Mata e faz continuar
E o passar do tempo
É a única companhia
Enquanto os outros partem:
A eterna dor dos que ficam.
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