Lá, onde me esperam,
Não vou!
Que faria lá?
Um poema agradável?
Seria um deus de rituais?
Amo que me convidem,
Mas só vou onde
Não querem a minha poesia.
poesia marginal
Lá, onde me esperam,
Não vou!
Que faria lá?
Um poema agradável?
Seria um deus de rituais?
Amo que me convidem,
Mas só vou onde
Não querem a minha poesia.
Não sei fazer
Da luz de Luiz
A minha melodia,
Mas faço
Da Melodia de Luiz
A minha poesia.
Quando a encontrei,
Sabia que me faria chorar muito,
Mas estava tão em paz
Com o meu destino!...
Ainda faço
O que o macaco fazia.
O que me preocupa
É o outro macaco
Transformado
Em máquina.
No fundo,
A vida é um grande vazio.
Se fosse um abismo,
Haveria, ao menos,
A vertigem da queda,
O espanto,
Alguma borda ou esperança
No que me agarrar...
Eu sou um nada
No oco do mundo.
Tempos de luta silenciosa
Distanciamento
A sensação de estar
Sozinho no mundo
Ah esta saudade
Ah esta solidão!