Pierrot

Pierrot
la tristesse

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O TIME DO TEMPO

                     
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                                OS VELHOS CAMPEÕES


                  Tínhamos melhor time         mais experiência                              

os melhores                                                                  jogadores

                                      estava conosco

         um certo Bebeto                          magricela

De futebol poético             e gools                         antológicos


                           ELES TINHAM A SEU FAVOR    


                 a juventude                     atemporal

       As eternas                                               disposição

                   e compleição              atléticas

o antídoto        anti-fadiga         inerente          aos meninos


                            ERAM O TIME DO TEMPO

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E nós, corpos velhos já cansados,
Fomos vencidos antes do pedido de tempo;
E nem quisemos revanche.


Gueto, ou o êxodo dos bichos-do-mato



As ruas cinzas,
O clima escuro e frio
E um sol dado por esmola.
Não é muita coisa
Mas conforta até chegar o sono.
Um novo dia nasceu igual aos outros.
Somente na filosofia vendida
Destes demagogos
Um dia é diferente do outro.
Indiferentes estão os jovens,
Desorbitados enquanto houver refrigerante.
Também tive alma de cão 
- homem inferior, bicho do mato confinado na urbe -
E quando pensei ser maior,
Estava de quatro, 
Comendo no lixo das sociedades,
Condenado a latir. E calado.

Lar Despedaçado


Ela chega e sai
Cada vez mais bêbeda.
Já não sei como suportar
Este jogo estúpido:
Que ela venha de outra baladas,
Com o cheiro de outros corpos;
Diz que me ama, fazemos sexo e,
Depois de um cigarro,
Me xinga e vai embora.
Este relacionamento é um inferno
E, de tão insano,
Tem me parecido perfeito;
Só não sei quanto tempo mais
isto nos manterá juntos, 
Colhendo os frutos podres
De um amor maldito.

Desarmamento


Venha ver a morte
Venha ver o fogo
Venha ver o inferno
Bem-vindo ao nosso jogo

Guerra! guerra! guerra!

Aqui e agora, homens contra homens
Mantendo viva a destruição
Cenas composta por crianças inocentes
Lutando apenas por "religião"

Guerra! guerra! guerra!

Agora, mantenha a calma
O tempo irá nos salvar
Nossa morte está nos planos
Mas este medo não prevalecerá

Quando esta guerra chegar ao fim
Será o nosso fim

Paz não!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Eu sou o que vejo passar, e passo.


Vou esquecer as coisas passadas
Esta vingança não me levou a nada
Vou procurar minha própria vida
E deixar esta paz esquecida.

Vou fazer outros poemas
Vou arrumar outros problemas
Que me importa a porta aberta
Se nunca faço a coisa certa?

Vou beber outras cervejas
Contar estórias em que me veja
Ter uma paixão a cada dia
Sabendo que o resto é melancolia.

Posso finalmente viver assim
Sem contar os passos para o fim
E sair alegre de caída
Relevando as velhas mágoas desta vida.

Arte, dispendiosíssima arte!


Eu nunca passei fome
E, graças à Vida, 
Oportunidades não me faltarão.
Aí, me chega um amigo, e diz:
- Negão, haverá um concurso de poesia
Pagando vinte mil em prêmios.
Por que você não se inscreve?
Aí eu penso repetidamente:

Concurso de poesia!
Concurso de poesia:
Concurso de poesia;
Concurso de poesia,
Concurso de poesia...
Concurso de poesia.
"Concurso de poesia"
Concurso-de-poesia
-Concurso de poesia-
Concurso de poesia?

Graças à Luta,
Eu nunca passei fome
E, oportunidades não me faltaram.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O rebelde da casa


Meu Deus, quanto tempo passei
- Todos os juvenis anos oitenta -
Para chegar  a um 'nada sei'!

E não cheguei a lugar algum,
Mesmo abrindo mão das coisas que entendo,
Segue o sentido comum.

Agora tente, novamente,
Me explicar todas as coisas,
Diga que sou inconsequente...

Só não grite comigo!
Eu já ouvi demais
Esta estória de 'inimigo e amigo'.

Quando vejo as meninas de biquíni,
Elas apenas me lembram
Prostitutas de vitrine.

Dia e noite o mundo te arrasa;
Tente entender todas as coisas
E você apenas voltará para casa.


Dançando ao precipício


Coração trapalhão
O que você me fez
Foi beber na fonte da paixão

Foi muita estupidez
Caí numa ilusão
E fiquei sozinho outra vez

Não te dou meu perdão
Pelo que aconteceu
Você brincou comigo, coração

Não ouviu, não entendeu
Não lhe estendeu a mão
Agora ela desapareceu

O amor está tão perto
Você foge, finge que não vê
Nestas coisas de tão certo
A gente tende a se perder
E não consegue esquecer

O amor está tão certo
Você cega p`ra não perceber
Um desejo tão desperto
Você logo deixa adormecer
E eu fico a sofrer

Ela sou Eu


Ela sou eu:
Ela sabe quem eu sou
Ela sabe como estou
Ela ameniza os caminhos por onde vou:

Ela é a minha amiga
Ela é o meu amor
Ela reúne em si
Todas as coisas que eu desejo:

Quando a tenho em meus braços
Quando me envolvo em seus abraços
Toda vez que a vejo
Quando sonho com os seus beijos
Sei:

Ela reúne em si
Todas as coisas que eu desejo:
Ela sou eu!

Calma


Outro dia
Direi que o futuro
Não veio mais
E o passado que virá amanhã
Foi a nossa única perspectiva.

Outro dia
Não mais estarei esperando
Pela Terra Prometida
Por que já me caiu sobre os olhos.

Eu ouso acreditar no Porvir.
Amanhã não.
Qualquer outro dia.

O mesmo filme


Eu juro
( embora muita vez tenha jurado em vão )
Que nunca mais chorarei,
Que as palavras néscias que disse
Não mais serão ouvidas por outra!
Quando ela me apareceu,
parecia tudo certo, 
E desde que me perdi, 
Tenho maquinado tudo friamente.
Eu nunca mais quero ouvir
O silêncio das respostas,
A friez dos pensamentos
E distância que se toma
Do olho do furacão do amor
Para "pensar melhor",
Deixando o coração petrificar;
Eu não quero mais esta dor;
Não sou escravo dos meus desejos.
Da próxima vez
( devo ter repetido isto muitas vezes )
Não me permitirei sonhar, 
Eu nunca mais vou amar,
Me apaixonar por alguém
Como estou amando agora.

Era a vez Dela falar


Eu poderia ir lá,
Sacudi-la pelos ombros,
Quebrando o acordo  que fez a regra.
Mas eu posso esperar
Bastante tempo ainda.
É que o meu coração
É louco, é jovem,
Tem o defeito de ter pressa;
É que não houve perdão:
Ela não me perdoou
Por ter sido quem fui
Nem me perdoou por mudar
E eu não a perdoei por isto.

ACABOU!

A inatingível


Ela é a coisa mais extraordinária
Que já me ocorreu.
Uma mulher formidável, completa.
Ela briga demais,
Faz tudo se confundir em mim...
Ah, meu reino pelo que 
Se passa naquela cabeça!
Um instante dentro dela
E todo o mistério
Da alma da mulher
Estará desvendado e sob meu domínio.
Será um querer demasiado?


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Panis et Circenses Brasilis



Na barriga do pequenino Atanagildo da Silva
As coisas funcionavam mais ou menos assim:

acidez para lá

espasmos para cá

lombriga de um lado

tênia do outro

barriga d`água aqui

esquistossomose ali.

aí veio a fome e devorou tudo!

disenteria

desidratação

desnutrição

Esvaiu-se (perdão) em merda;
Da merda para a merda.