quarta-feira, 17 de abril de 2013
Gueto, ou o êxodo dos bichos-do-mato
As ruas cinzas,
O clima escuro e frio
E um sol dado por esmola.
Não é muita coisa
Mas conforta até chegar o sono.
Um novo dia nasceu igual aos outros.
Somente na filosofia vendida
Destes demagogos
Um dia é diferente do outro.
Indiferentes estão os jovens,
Desorbitados enquanto houver refrigerante.
Também tive alma de cão
- homem inferior, bicho do mato confinado na urbe -
E quando pensei ser maior,
Estava de quatro,
Comendo no lixo das sociedades,
Condenado a latir. E calado.
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