quinta-feira, 28 de maio de 2015
Messias refutado
Eu não trago-vos respostas!
Eu trago-vos a dúvida
E coloco-vos uns contra os outros
Para que combatam-vos
Até conhecerem-vos
Ou destruir- vos!
Aquela nuvem...
Um martírio!
Dois livros para escrever.
Não só duas linhas. Dois livros...
E nada!
Acho que está faltando solidão e silêncio.
Tantas estórias a contar
E não consigo começar.
É indiscritível a agonia.
Nunca foi assim.
Sei que passará, mas...
Eu sou um Dom Quixote
Empunhando a pena atômica
A combater, não moinhos ou dragões,
Mas sim uma leve brisa:
Uma loucura passageira
Que quero deixar que me leve.
Emparedado
Escrever.
Eu preciso de solidão.
Ah, o óbvio escondido em mim
Não me socorre,
Não vem juntar
Esta torrente de ideias
Que faz a minha cabeça
Girar nauseada,
Como que vazia e pesada,
Cheia da desordem que estou.
A estrada segue,
Os livros reclamam vida,
Enquanto tento conhecer
Este novo ser
Que se tornou o que sou agora.
Escrever...
O óbvio...
: Me libertar!
Rito: a traição dos anjos
Um brincar de roda
Como criança tresloucada...
E eu a rever o lúdico,
Um tempo de inocência
Que não deve mais voltar.
Correr de saias!
Já não se corre de saias.
Malignamente
O anjo me olhava
Com cara de Bem...
E eu queria fugir.
Eu não sei o que fizemos,
E tremo só de imaginar.
O amor havia me roubado
Quase tudo da inocência.
Verbos Crus
SERES
SENTIRES
SABERES
PENSARES
E AGIRES
CORRA RISCOS, CAMARADA!
VIVER É PERIGOSO,
O RESTO É NADA!
segunda-feira, 11 de maio de 2015
três dias de febre
De sonho em sonho
Acordo sozinho.
É tanto delírio
Que parece
Que sempre esteve aqui.
Mas a impressão logo se desfaz.
De real,
Só eu sem ela.
De tanto ser deixado para esquecer
Às vezes, eu só queria esquecer...
sábado, 9 de maio de 2015
o poeta na calçada
Passeava por ali
Quando o objeto entrou
Em trajetória de queda
Um livro
Enorme, grosso, capa dura
Almanaque ou enciclopédia
Rachou-lhe o quengo
Espatifado na sarjeta
Miolos pulsantes, sangue jorrando
Escorrendo pelo ralo público
Sem leituras
Poemas, filosofias, libelos
Bibliotecas inteiras desperdiçadas.
domingo, 3 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
largando a espada
perdi todas as chances
de cometer suicídio.
agora,
já velho, cansado e combalido,
sem forças nem coragem nem honra
para a automorte,
sou um mero acovardado.
Assinar:
Postagens (Atom)
