Pierrot

Pierrot
la tristesse

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Abismos d`alma


Também vivi fases assim:
Uma força centrípeta
Emanando d`alma,
Sugando a tudo e a todos:
Matéria, sentimentos, pensamentos.
Eu, por vezes,
Me torno um abismo
Com fome de Universos.

Eu sou um abismo
Cercado
De mim e de solidão.

Por onde vou


Estive rodeando o abismo, 
Mas encontrei um atalho
Que me levou até a mim
E me encontrei de braços abertos.
Fico assim quando se despem as fantasias,
A ilusão se desfaz:
Fujo de mim.
Agora a rota sou eu.
Ah, me encontrar,
Ainda que rondando o precipício,
Ainda que precise saltar...
Eu ainda sou eu
E tudo o mais é a lama.
Chafurdar e sair limpo...
As mudanças chegaram:
Estou rodeado de abismos,
A um passo do que é meu.

Luto à distância


Não verti uma só lágrima;
Fiquei andando
De um lado para o outro
Como se tivesse perdido algo
Que poderia comprar 
Depois,
Com certa dificuldade...
Isto fez sentir-me um monstro,
Monstruosamente humano
- Quase Divino.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A solidão dos castelos de areia


às vezes
      
     a casa cai

            sobre as cabeças dos gigantes

     ou do gigante sozinho


e o gigante sozinho


      é só um menino...

e chora.