Pierrot

Pierrot
la tristesse

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Montanhas

"O jovem deve aprender a solidão".
             
                   NIETZSCHE


O que é a solidão,
Para que fique o poeta na praça
Cismando sobre o insuspeitável?
Será a lucidez dos loucos,
À qual a sensatez não mede?
O que busca o lírico trovador
Na solitária dimensão
Que parece não estar
Em nenhum outro lugar?
A inspiração?
Algo?
Alguém?
Alguém na solidão?
Homens sãos, homens racionais,
Tranquem-se em casa!
As praças, as ruas,
Os últimos recantos livres do mundo
São um hospício
Onde dominam estas bizarras criaturas
Que ousam sonhar
Sem culpa, sem leis, sem medo.
As praças, ao ar livre,
Se pusermos grades em nossas portas e janelas,
Serão a casa de Orates
Dos monstros que enxergam
Beleza e saída
Em tudo!


Plenitude


Ah, coração triste,
Faz de conta que somos apenas nós dois
E eu te aceito
Com toda dor que você tive;
Que juntos podemos sonhar
A perfeição do amor
E dividí-lo com alguém;
Que, em trio,
Podemos idealizar um mundo maravilhoso
E compartilhá-lo com todos;
Que todos podemos chegar ao infinito,
Alcançar o impossível
E, como prêmio,
A dor cessará antes do fim.