Antes,
Quanto mais pensava
Em suicídio,
Mais vivia.
Hoje,
Temo e tremo
Só em pensar.
Doravante,
Quero morrer
De tanto viver.
poesia marginal
Antes,
Quanto mais pensava
Em suicídio,
Mais vivia.
Hoje,
Temo e tremo
Só em pensar.
Doravante,
Quero morrer
De tanto viver.
... Que toda a minha vida
Tenha sido apenas um delírio,
Esquizofrenia, esquecimento, mentira...
Tudo ilusão de uma cabeça
Cujo corpo inexista também...
Abro mão de toda a minha existência,
Mas daquele momento, não!
Havia corpos, havia essências, Eu, ela...
Não! Não!
Tudo o mais eu apago,
Que o vento leve,
Que ninguém corrobore
Minhas versões ou visões...
Mas aquele momento aconteceu!
Não importa o quanto tenha durado:
Eu a vi, eu a quis: ela estava lá;
Aqueles olhos, aquele corpo.
E o sentimento,
A troca no ar:
Nos vimos, nos desejamos, nós vivemos!
Por todo aquele viver,
Reivindico esta saudade!
O conhecimento
Matou os deuses
E, por vingança,
A ignorância
Matou o conhecimento.
Estamos na Era
Das Verdades Absolutas,
Na qual todos somos deuses.
Cada um o "Deus Único".
Falta
Matar os outros.
Muita coisa
Que eu fazia
Por mera crueldade,
Agora faço por conhecimento...
Sem deixar
De ser cruel.