Fiquemos
aqui.
Não porque
estejamos plantados.
Só não
aceitemos este desterro
Que é
um desaterro,
Um nos
arrancar de onde voamos livres
E somos
a própria terra.
Não,
não vamos embora.
Sempre
quis correr mundo,
Nunca
como escorraçado,
Mas
como quem come da terra
E não
sai sem replantar e regar
Para
os que ficam
Viajando
em outros sonhos.
Um dia
nós vamos embora.
Hoje,
ficamos.
Só partimos
de onde e quando
Deixamos
sonhos possíveis em flor
E regressamos
à sega.
Quando
nos expulsam, resistimos.
Não é
da terra que nos expulsam,
É de
nós mesmos;
Não é
o que é nosso que querem,
Querem
o que somos,
Querem
o que sonhamos... e ousamos realizar!
Quando
voamos em asas de liberdade,
Levamos
os sonhos dos que ficam a passear;
Quando
nos desterram, abandonamos os sonhadores
Em meio
a um pesadelo de chumbo.
Não,
não sairemos daqui!
Hoje
trocamos hélices por âncoras
E mostramos
a estes espalha-cinzas
Que somos
feitos de terra-viva:

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