Pierrot

Pierrot
la tristesse

terça-feira, 4 de junho de 2013

Inferno


Eu conheci o Inferno!
Não é um lugar específico
Onde Demônios nos acusam e atormentam
Usando tridentes, cheiro de enxofre,
Com grandes labaredas que jamais se extinguem...
Não há Vale dos Suicidas, não há Rock...
Era Eu Comigo,
De dentro para fora, e me envolveu.
Onde quer que eu estivesse,
A consciência - não censurando -
Mas perguntando maternalmente,
Como uma Mãe acariciando seu Filho:
- "por quê?!:
Repelir as pessoas que me amam!
Magoar as que amo!
Não saber pedir perdão!
Não ser forte para perdoar!
Sofrer por egoísmo, vaidade, orgulho!"...
De joelhos, com o rosto no chão,
Tapar os ouvidos e ouvir os mesmos ais!
Cerrar os olhos e ver por dentro!
Calar a boca e o coração confessar!
Tentar chorar e gargalhar cinicamente!
Sufocar o amor e ele dizer: - "eu vivo!"
O Inferno é a solidão e o castigo
Para os que negam o amor;
Tudo o mais é Conto-de-Fadas.


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