sexta-feira, 17 de outubro de 2014
E logo eu mudo...
Eu existo
Mas passei tanto tempo duvidando
Que o tempo
Esqueceu as páginas que escrevi
E, após eras
De um cansaço inócuo,
Eu já perdido de mim
Não reconheci
O ser vivo e novo
Se me mostrando ao espelho.
Sim, era eu!
Um eu que sobreviveu a mim
E que o tempo
Ainda não domou:
Monstro sem toca,
Sem medo de ser bicho!
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