Pierrot

Pierrot
la tristesse

domingo, 10 de agosto de 2014

Como o amor é!

foi quando a dor
doeu mais forte.

Eu sou apenas uma criança.
Nunca deixei de ser.
Acreditei no amor sempre que foi necessário
E fui inocente até me arrancarem o coração:
Eram castelos falsos, brinquedos de trapaças:
Eu não acredito mais!
Posso compreender como os homens fazem guerras,
Destroem, assassinam...
O amor fere calado, vai embora no mais frágil vento...
E o coração que se arrebente!
A face do espelho que reflete a passionalidade
Inescrupulosa na qual se desenvolve um suicídio:
Um inferno em silêncio.
É banal!
Afinal é só um toque de lábios,
Olhares vagos, palavras vãs
E as sombras engolindo nossas almas...
E quando trilhamos os caminhos das estrelas
Nos precipitamos num mar de angústias
E cada onda arrasta o sonho mais longe...
Eu desisto!
É só um jogo bobo onde todos perdem.
Você joga muito bem!
Eu sou apenas um palhaço
Que conta piadas desesperadas
Para te arrancar um sorriso nos momentos mais difíceis.
Para mim, o amor tem a graça 
De uma boa piada mal contada
E as lágrimas resumem tudo!

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