Pierrot

Pierrot
la tristesse

domingo, 10 de agosto de 2014

Sádicos


O meu sonho ruborizou.
Às vezes, nem durmo mais.
Às vezes, a minha solidão tem cores vivas
E vejo algo escarlate ao amanhecer:
É o medo de amar.
Ela lança palavras que ferem como espadas,
Eu contra-ataco com desprezo:  
É tanta dor!
Mas, no final quero estar ao seu lado,
Mesmo sabendo que não posso mais.
O amor e o ódio duelam com nossos corações.
Seria melhor cortar as amarras...
Dei-lhe um soco.
Ela caiu de quatro. 
Chutei-lhe o traseiro, 
Levantei-a pelos cabelos, 
Pressionando-a fortemente contra a parede,
Beijei seus lábios trêmulos
Sujando-me num fio de sangue vivo.
Ela correspondeu com igual ímpeto:
Apertou seu corpo dolorido contra o meu
E disse-me chorando e soluçando:
- "Eu te amo odiando!"
- Eu a odeio amando!

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