Ah, esta insônia que está em mim
E se repete a cada vão instante
Traz um fluxo contínuo, constante
Que quer antecipar o meu fim.
Isto é preguiça, é medo enfim
Fruto desta educação comodista e vil
Que nos faz nascer sentados num barril
Já viciados em pólvora, fumando o estopim.
Inútil tem sido escrever tudo isto
Fugir do embate mais sinistro
Atestando a minha covardia.
Uma febre de ímpeto me assoma
Embalde, deitado, espero derrubar a Roma

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