Pierrot

Pierrot
la tristesse

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sem lutar



Ah, esta insônia que está em mim
E se repete a cada vão instante
Traz um fluxo contínuo, constante
Que quer antecipar o meu fim.

Isto é preguiça, é medo enfim
Fruto desta educação comodista e vil
Que nos faz nascer sentados num barril
Já viciados em pólvora, fumando o estopim.

Inútil tem sido escrever tudo isto
Fugir do embate mais sinistro
Atestando a minha covardia.

Uma febre de ímpeto me assoma
Embalde, deitado, espero derrubar a Roma
No coma infértil do meu dia-a-dia.


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