O orvalho sobre
as folhas da manhã
é que me traz
este afã.
Ao meio-dia
uma cadeira vazia
à mesa farta
que não sacia.
Uma solidão maior
ao calor da tarde
um medo que gela
uma alma que arde.
Pergunto à fonte límpida
o porquê desta mágoa
ela se tornando insípida
só responde: - água... água...
À noite é cantar
dormir e sonhar
e quem sabe sonhando
ainda acorde cantando
E veja tudo recomeçar...
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