À efemeríade do colossal momento,
Ajoelhado, pasmo, prostrado ao pé do túmulo,
Esforça-se o poeta para entender tal cúmulo
Sob a paz teleológica deste dia tão sangrento.
A guerra, a fome e a morte - este acúmulo:
Desgraçada noite de infernal tormento.
Na face da terra tudo é estremecimento:
Aos filhos do ódio não há maior estímulo.
O sacrifício da ambição do homem:
Petróleo e orgulho sob o fogo se consomem
Como as almas dos que contam a história.
Assim o progresso produz a fome
E o homem sem nome e sobrenome
Será o vilão em nossas memórias.
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