As eternas chagas devem ter cicatrizado
E o Cavaleiro-Púrpura ainda ronda os campos.
Nos nascedouros, as cores violentas de fetos nus;
Noutro quarto, o odor fétido de homens ainda vivos.
Haverá medo! tememos a nós mesmos
Por termos consciência da paz que almejamos
Enquanto trabalhamos nas carnificinas.
Nada! nenhuma verdade ou paixão
Nos levará aos céus!
- "Dá-me um saco de ouro
E hoje não haverá guerra:
Voltarei para casa no meio da noite
E instruirei os meus filhos
Na perversa arte de derramar o sangue do próximo!
Dá-me um pouco mais de ouro
Por uma noite de trégua,
E poderão lamber as suas feridas,
como cães e, como cães,
Saborear seus próprios vômitos
E ajuntar as suas vísceras num caldeirão!
Dá-me um punhado mais de ouro
Por mais um dia de paz e funerais.
Depois, refaçam as suas fortalezas:
A destruição recomeça com a calmaria!" -
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