Pierrot

Pierrot
la tristesse

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

poeira do tempo




Ainda passa pelo mesmo caminho
E não encontra ninguém.
Há um tempo para mudar itinerários,
Onde os bons costumam se esconder
Em horas difíceis,
Como a verdade se refugia
Quando o medo sai às ruas
Em dias de chuva ácida,
Quando só resta o que se destruiu.
A verdade na estrada
Deste homem sem passado
É que ele não viveu,
Só esteve de pé,
Como um monumento ao vento,
E o vento consome
O que não se move.

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