Enquanto teimamos contra a morte,
Seguimos ansiando pela vida,
Fomentando ideologias adormecidas
Que talvez nos tornem mais fortes.
O resto certamente virá depois,
Mesmo tarde, ainda não sendo noite,
Estaremos a suportar os açoites
Deste espírito que ora é um, três, dois.
Humanidade - raça de ajuntadores de tesouros -
Ao dia, faz seus funerais festivos;
À noite, encaminha-se, como um rebanho vivo,
Voluntariamente para os matadouros.
Embriagado por uma sensação de liberdade
Sulca o mundo andando sempre sozinho;
E a cada passo dado por qualquer caminho
Seus pés vão matando a uberdade.
Bate das botas a poeira das estradas,
Que de toque e cheiro reconhecem a terra;
E dos sem-destino, até quem mais erra,
Despreza o iminente risco de encontrar o nada.
A humanidade - seus tesouros, caminhos e ideologias -
Não percebe que da Existência só ela finda.
Tudo passou! e ficamos perdidos, esperando ainda,

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