Dos poetas-mortos
Quando deixavam crescer o cabelo
Quando cantavam suas canções de amor
Quando andavam pelas ruas
Loucos
Nos anos oitenta
Eles tinham bandas, gangues
Repudiavam tudo
E rompiam paradigmas
Loucos
Como dissessem aos poetas vivos:
- Vivam como quiserem!
Mas não morram como nós,
Ainda vivos, ainda de pé,
Dentro da televisão.
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