Não tenho algo a dizer!
Longe de mim com estas mídias todas,
Este microfone surdo,
Aquele holofote cegador
E a moça, bonita e vazia,
Instando-me sobre coisas que eu não sei;
Querendo que eu testemunhe
O que não vi;
Que eu preveja um futuro caótico que,
Ou faça-me santo
Ou evoque sobre mim
Toda a crueldade
Que pretendo lançar contra os outros!
Longe de mim este Panteão,
Esta Babilônia;
Ao inferno com o aplauso técnico,
A loucura dos autógrafo,
Longe de mim!
Deixem-me ser poeta... calado.
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