O amor tal qual o conhecemos
É um deserto gélido:
O vento surrando mudo,
Um silêncio cinza e duro,
Árvores mortas, sem flores nem frutos,
Folhas desgarradas sem destino;
As roupas pesam como uma cruz, uma prisão,
O estômago reclama fome,
Os pés não sentem o chão,
Os olhos não veem o céu,
Num cenário nevoento
Que mais lembra o palco de uma guerra
De horripilante mortandade de almas
E sepulcro definitivo dos sonhos:
Tudo é morte!
Mas basta pensar em você,
Quando você sorri,
A possibilidade de você dizer 'sim'
E o meu coração aquece,
Faz sol dentro de mim,
A névoa se esvai,
A neve derrete,
Tudo ganha cor, tudo é vida,
O meu sorriso volta,
O paraíso se refaz.

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