Ultimamente falo muito em sonhos.
Mas, o que eles são,
Se fujo deles
No meio da noite
E eles, de tão loucos,
Vagam e se perdem
Pela madrugada?
Eu tenho tédio da luz,
Fujo durante madrugas vazias,
Vejo o tempo passar impiedoso:
Nenhuma estrela me quer,
Nenhum pôr-de-sol me leva
E, Tentando morrer,
Com medo da escuridão,
Não me basta fechar os olhos.
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