O meu lar é um santuário
Repleto de anjos decaídos
Cabeças com cérebros extraídos
Sombria atmosfera de campanário.
O meu teto lembra um céu de fumaça
Que entoxica as crianças
Deixando o caos como herança
Tirando-lhes toda a graça.
Não há nesta casa dor
Maior que a aspereza incolor
Do fatídico dia-a-dia
As paredes em preto e branco
Um pouco de vermelho no meu flanco
E nem vestígios de poesia.
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