De repente, ela canta
E muda toda a paisagem.
( Dalton Trevisan, - AH É?! )
Foi doce vê-la chegar:
Sem anúncio, sem profecia,
Ainda inocente.
Ah, rir com ela!...
Esquecer o que doeu,
Sem traçar perspectivas.
Ah, ela rir comigo!...
Esteve aqui todo o tempo.
Um dia, me olhou diferente
E, antes que me dissesse
Como é caminhar no céu,
Tapei-lhe a boca com um beijo:
Saiu furiosa,
Cuspindo as maravilhas do meu amor...
Passada uma eternidade, voltou.
Nunca mais foi embora:
Ficou ali, calada, me olhando a cismar,
Enigmática, sempre para um canto.
Ainda guardo uma pena da asa
- Me faz sentir culpa. -
Não diz pelo que veio
E eu não ouso perguntar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário