sexta-feira, 17 de agosto de 2012
um cristo meramente humano
Ao primeiro despertar
Queria um beijo;
Num segundo momento,
Era outro desejo.
Do relógio do tempo
Só o passar era importante;
Veio um velho impulso,
Uma paixão por diamantes.
Estava sempre ali, sentado,
A relembrar velhas sensações,
À sombra de um tempo passado,
Remexendo um baú de frustrações.
Naquele jovem coração,
Por mais ilusão que careça,
Não cabia mais paixão:
- "Tragam-me cabeças!"
Por fim, a alma cansou
De um mundo sobre seus ombros
E, no último esboço de moribundo,
Transformou em solidez os escombros.
Sem ele, era só um mundo,
Uma insignificante raça!
E que triste ruína,
Meu Deus, que desgraça!
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