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Rapsodo do Século XXX
Agora que já não sou tão moço,
Deixo ao tempo
A árdua tarefa de enumerar-me;
Fica à estrada
A difícil missão
De seguir meu itinerário;
Herda o vento
A impossibilidade de apagar-me;
E ao amor
A nula perspectiva
De seduzir-me,
A mim,
Nem moço nem velho,
Só poeta.
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