Já fui criança:
sonhava noites inteiras
degustar delícias
no café da manhã.
Hoje, vago pela escuridão
e o meu paladar amargo,
muitas vezes,
nem aparece para as refeições.
Já fui normal também:
a tudo fui imprimindo
a minha personalidade
desprovida de máscaras
até que me tornei esta pessoa
a quem o mundo

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