Uma casa sempre vazia
A cortina cerrada
Escondendo o horror
Dos incestos infectantes e infecundos.
Sombras que transcendem a noite
Frio que perpassa o sol. E silêncio
O silêncio que traveste a culpa
E mata a pureza
Um vulto que espreita pela janela
Uma fresta de verdade lá fora
E esgueira-se avidamente para o interior
De onde a solidão
Conta-lhe qualquer anedota.

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