O velho homem que eu era
Morreu.
Matei-o da forma
Mais lenta e penosa
Possível.
O novo homem que sou
Também morrerá
Para que nasça outro
Mais novo e ainda
Melhor,
E que também morrerá,
Até chegar à essência
Mais pura
Do meu ser,
Para que eu me
Reconheça
E me negue
E transcenda.
Por mais confuso que seja,
Que eu me encontre sempre,
Ainda que à beira do abismo.
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