Eles nos jogam gás lacrimogêneo
como se precisássemos de ajuda
para chorar.
Eles usam cassetetes
como se já não bastasse
a chaga da indignidade.
Eu ouço as sirenes
rasgando o silêncio da noite
como se a incriminassem,
como se os atos mais absurdos
não fossem praticados
em pleno dia.
Ah meu Brasil,
o progresso é uma ordem
que nunca cumpriremos.
No entanto,
a nossa maior anarquia
é sonhar
e nestes sonhos
acoitar desejos
que estamos proibidos
de realizar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário