Apague as luzes,
Nós somos os filhos da escuridão!
As sombras e as maldades da noite
São nossas únicas aliadas...
Já não temos coração!
Vendemos nossas almas
Por um preço irrisório,
Por um sonho sem cor...
E fugimos do pesadelo de entregá-las agora.
Nossas vidas descansam no abismo
Da falta de fé,
Onde sepultamos nossas esperanças...
Deus nos odeia:
Tentamos matar seu Primogênito
Numa trágica noite
Em que o Arcanjo Miguel
Nos baniu da face da terra;
Nós somos os infiéis!
No amor, somos os canalhas
E, para a sorte dos corações,
Aos quais atormentamos
Com nossas paixões mundanas,
Somos sempre vencidos.
Agora, que as trevas se desfazem,
Preciso voltar ao meu exílio sepulcral.
Talvez, algum dia,
Eu aprenda a te amar
E volte a viver,
Se você me perdoar.
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Este poema narra a estória de um jovem que, para recuperar a namorada, vendeu a alma a satã e, como parte do pacto, voltou no tempo com outros condenados, para assassinar certa criança; vencidos neste intento, foram aprisionados numa dimensão entre a terra e o inferno, de onde fogem, a lapsos de tempo, para pedir redenção àqueles a quem magoaram.

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