sábado, 5 de setembro de 2015
manhã de circo
Contemplei a imagem absurda
Do louco poeta
Arrastando um machado,
Com seu sorriso sinistro.
- "Ah, o machado?
Eu quero rachar as cabeças dos meus
E enfiar um pouco
De todas as belezas conhecidas,
De todos os sonhos mais tolos,
E música, toda música.
Ah, abrir cabeças!
Matar, sim,
Mas para que vivam!"
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