terça-feira, 22 de setembro de 2015
Entre um tiro e outro, um poema
Nas trincheiras também há dias de paz!
Sem segurança alimentar
E habitacional para escrever.
Preciso de um pouco de paz,
Solidão e silêncio.
Barricadas caem...
Sempre escrevo de trincheiras,
Sob ataque:
Os ossos expostos na fratura,
O sangue ainda jorrando
Das feridas que não saram...
Sem trégua para passar a limpo.
Nas trincheiras também há dias de paz?
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